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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008, 12:45 | Online
Presos no furto da Petrobras não sabiam de dados sigilosos
Homens trabalhavam como vigilantes e um deles chegou destruir parte do material ao saber da investigação
Marcelo Auler e Nicola Pamplona, de O Estado de S. Paulo
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Caetano contou que um dos presos chegou a destruir parte do material furtado quando soube que o caso estava sendo investigado pela Polícia Federal. "Eles não tinham a menor idéia do que tinha dentro dos computadores", comentou.
De acordo com as informações divulgadas nesta quinta, a quadrilha vinha fazendo pequenos furtos desde setembro do ano passado. Caetano explicou que os roubos não eram percebidos porque os bandidos retiravam apenas peças isoladas dos computadores.
Na operação, iniciada às 5h da manhã, a Polícia recuperou quatro notebooks, um monitor, uma impressora, uma mochila especial para carregar notebooks e uma maleta de ferramentas. As apreensões foram feitas nos bairros de Parada de Lucas e Vila Kosmos, no Rio de Janeiro, e na cidade de São Gonçalo. A polícia continua realizando diligências para tentar prender interceptadores, que estariam atuando junto com a quadrilha.
Os quatro empregados do terminal portuário foram presos em suas residências nos bairros de Cosme e Parada de Lucas, na zona norte do Rio de Janeiro, e nos municípios de Nilópolis, Baixada Fluminense, e São Gonçalo, na região do Grande Rio. Dos equipamentos furtados da Petrobras, até agora a PF não conseguiu recuperar um HD e um pente de memória.
Entenda o furto
O furto de quatro notebooks e dois discos rígidos foi anunciado pela Petrobras no dia 14 de fevereiro. Os equipamentos estavam em poder da prestadora de serviços americana Halliburton, que tem contrato com a estatal para traçar perfis de poços petrolíferos, coletando dados como tipo de fluido encontrado, espessura e porosidade das rochas dos reservatórios.
Foram furtados no trajeto entre uma plataforma de perfuração na Bacia de Santos, de onde a carga saiu no dia 18, e Macaé, no norte-fluminense. Parte do trajeto, entre o litoral paulista e o Rio de Janeiro, foi feita por navio. A carga ficou cerca de dez dias no terminal da Poliportos, na zona portuária do Rio, e depois seguiu de caminhão para Macaé. O furto só foi descoberto no dia 31 de janeiro por funcionários da Halliburton.
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