Ciência

segunda-feira, 10 de março de 2008, 17:01 | Online

Greenpeace pede que MP investigue uso de transgênico

Segundo a organização, a Vigor estaria negando direito do consumidor; protesto na empresa reuniu 30 ativistas

Agência Estado

Protesto da Greenpeace reuniu 30 ativistas na sede da Vigor

Efe

Protesto da Greenpeace reuniu 30 ativistas na sede da Vigor

SÃO PAULO - A organização ambiental Greenpeace entregou nesta segunda-feira, 10, ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) um pedido para que seja investigado o uso ou não de transgênicos pela empresa de alimentos Vigor. Segundo a porta-voz da organização, Gabriela Vuolo, a empresa tem sido cobrada sobre o assunto desde 2002, ano em que o Greenpeace lançou seu guia do consumidor sobre transgênicos.

 

Em 2007, segundo Gabriela, a Vigor pediu para sair da 'lista vermelha' - indicação de transgenia em alimentos do guia -, mas não respondeu às solicitações e questionários enviados pela organização não governamental.


"O direito à informação é um direito assegurado pelo código de defesa do consumidor", defende Gabriela. "Não existe nenhuma informação sobre a Vigor", afirma. A representação foi protocolada nesta segunda-feira e ainda não há informações sobre qual será o procedimento do MP.

 

 A indústria de produtos alimentícios Vigor informou que sua diretoria está em contato com advogados e ambientalistas, mas não deve se pronunciar sobre o assunto.


O Greenpeace já havia recorrido ao MP com o mesmo objetivo em 2005, na ocasião com pedido para investigar uso de transgênicos pelas indústrias de alimentos Cargill e Bunge.

 

O grupo ambientalista foi bem-sucedido e, desde então, as companhias passaram a indicar no rótulo quando seus produtos contêm na fórmula substâncias geneticamente modificadas.


Protesto


 

Na manhã desta segunda-feira, 10, cerca de 30 ativistas participaram de protesto em frente à sede da empresa, no bairro do Belenzinho, zona leste de São Paulo. A manifestação foi o último ato do Greenpeace antes de entregar a representação ao MP-SP, em que reivindica que a Vigor rotule os alimentos que tenham ingredientes geneticamente modificados.

 

O Greenpeace é contra a liberação de transgênicos e, segundo Gabriela, a informação é crucial para que o consumidor possa decidir se quer comprar produto que tenha, em sua fórmula, esse tipo de organismo, considerado pela organização prejudicial para a saúde e para o meio ambiente.

 


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