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sexta-feira, 14 de março de 2008, 11:03 | Online
JPMorgan e Fed intervêm para socorrer seguradora dos EUA
Bear Stearns, quinta maior empresa que atua no mercado de hipotecas, anunciou problemas de liquidez
Agência Estado e Reuters
As ações da instituição despencaram mais de 45% pouco depois da abertura da Bolsa de Nova York. Isso provoca aumento das incertezas em relação à extensão da crise do crédito imobiliário de risco nos EUA (subprime). Na última quinta-feira, o fundo Carlyle Capital declarou que não conseguiu fechar um acordo de refinanciamento com seus credores e jogou as bolsas - desde a Ásia até os futuros de Nova York - em pesada queda, assim como o dólar para abaixo de 100 ienes pela primeira vez desde 1995. Segundo o jornal Financial Times, o Bear Stearns estava exposto ao fundo Carlyle.
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O JPMorgan disse que está trabalhando com o Bear Stearns para assegurar financiamento permanente ou "outras alternativas" para a instituição, que viu suas ações caírem fortemente nos últimos dias, por conta de preocupações com liquidez.
"O Bear Stearns foi o sujeito de uma grande quantidade de rumores no mercado com relação a nossa liquidez", disse o presidente e CEO do Bear, Alan Schwartz, em comunicado. "Nós tentamos enfrentar e dispersar estes rumores e separar o fato da ficção. No entanto, em meio à especulação do mercado, nossa posição de liquidez nas últimas 24 horas se deteriorou de forma significativa", acrescentou. O JPMorgan afirmou que acredita que o acordo não irá expor seus acionistas a "qualquer risco material".
O secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, elogiou a atuação do Fed em meio às notícias de que o JPMorgan e o Fed de Nova York socorrer o Bear Stearns. Paulson afirmou que os mercados financeiros dos EUA são "flexíveis e resistentes" e disse que está confiante de que os esforços dos órgãos reguladores e participantes do mercado para lidar com os desafios nos mercados financeiros "vão minimizar os distúrbios no sistema".
Mercados
As bolsas em Nova York recuam em reação à notícia sobre o socorro ao Bear Stearns. A notícia fez com que as ações da instituição perdessem quase metade do seu valor, experimentando movimento de queda livre. Às 13h17 (de Brasília), o índice Dow Jones recuava 1,26%, o Nasdaq tinha queda de 1,64% e o S&P 500 cedia 1,56%.
Os mercados acionários subiram mais cedo, depois que o Departamento de Trabalho divulgou que o índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA ficou estável em fevereiro, enquanto analistas esperavam alta de 0,2%. O relatório amenizou os temores de inflação e abriu espaço para cortes mais agressivos no juro pelo Federal Reserve.
Texto ampliado às 13h33
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