Geral

quarta-feira, 26 de março de 2008, 20:38 | Online

Classes D e E deixam de representar a maioria da população

Classes A e B também sofreram uma redução; houve aumento significativo do contingente da classe C

Amanda Valeri, da Agência Estado

SÃO PAULO - As classes D e E deixaram de ser maioria em 2007. De acordo com pesquisa encomendada pela Cetelem, financeira do grupo francês BNP Paribas, em parceria com o Instituto Ipsos, os brasileiros que ocupam as faixas de renda mais baixas representam agora 39% da população, 11,9 milhões de pessoas a menos se comparado com o contingente de 2006, quando as classes representaram 46% da população.

 

As classes A e B também sofreram uma redução. Na mesma base de comparação, o número de pessoas pertencentes ao grupo de maior renda caiu de 32,8 milhões para 28 milhões, o que corresponde agora a 15% do total de habitantes.

 

Os dados foram coletados a partir de 1.500 entrevistas, pessoais e domiciliares, de habitantes de 70 cidades e 9 regiões metropolitanas do Brasil.

 

A pesquisa constatou que um aumento significativo do contingente que pertence a classe C devido a este movimento. Esta faixa inchou de 66,7 milhões de pessoas, em 2007, para 86,2 milhões no ano passado, passando a representar 46% do total de brasileiros. Segundo a Cetelem, a mudança neste cenário ocorreu por conta de uma queda na desigualdade de renda, pois "os rendimentos médios das classes A e B caíram, houve uma ascensão de um grande contingente para a classe C e o aumento na confiança na economia do País."

 

Renda

 

A pesquisa revelou também que houve uma queda sucessiva nos rendimentos médios das classes A e B. Eles caíram de R$ 2.325, em 2006, para R$ 2.484 no ano seguinte, um recuo de cerca de 11%. Já nas classes D e E, foi constatado movimento contrário - houve aumento de 6%, passando de R$ 545 (2006), para R$ 571 (2007). A renda média da classe C permaneceu estável em torno de R$ 1.100, na mesma base de comparação.


Tags:  Classes sociais, Classe Média     O que são TAGS?