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sexta-feira, 4 de abril de 2008, 13:18 | Online
Presidente da Anfavea nega bolha de crédito no setor
BETH MOREIRA - Agencia Estado
SÃO PAULO - O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, afirmou hoje que não há preocupação em relação ao forte volume de crédito destinado ao setor, nem em relação aos prazos longos de financiamento.
Segundo o executivo, as condições de crédito são consistentes. "Não acho que essa seja uma bolha do setor automotivo, assim como não é o crescimento da economia", disse. Ele lembrou que o setor vem registrando crescimentos consecutivos nos últimos seis anos. Segundo o executivo, o volume de crédito disponível do setor em fevereiro de 2008 era de R$ 65,3 bilhões, o que representa um aumento de 27,1% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já o índice de inadimplência, na mesma base de comparação, manteve-se em 3,2%. "É menos da metade da taxa de inadimplência de todos os bens de consumo, que é de 7,1%", comentou.
Schneider disse ainda que o setor está tranqüilo, uma vez que o governo garantiu que não estuda mudanças nos prazos de financiamentos. O prazo médio de financiamento hoje é de 42 meses, disse o presidente da Anfavea, acrescentando que as operações de prazo maior são residuais.
Preços
Schneider admitiu que a forte pressão dos insumos poderá ter impacto nos preços dos automóveis. O executivo evitou, porém, falar sobre de quanto poderão ser os reajustes. Ele ressaltou que produtos como alumínio, cobre e aço tiveram forte aumento nos preços neste início de ano e ilustrou que as siderúrgicas aumentaram seus preços entre 8% e 12% nos dois últimos meses. "Há uma relação direta de causa e efeito", afirmou durante entrevista coletiva à imprensa em São Paulo.
Ele lembrou, no entanto, que a competição entre as diversas marcas no mercado brasileiro atualmente é muito grande, o que pode limitar o repasse pelas montadoras. Para ilustrar, citou que há promoção de concessionárias que dão até aparelhos de televisão e um tanque de combustível aos clientes.
O presidente da Anfavea ressaltou que nos últimos 12 meses até fevereiro o preço do automóvel novo aumentou 1,82%, abaixo da inflação medida no mesmo período, de 4,61%.
Segundo o executivo, as condições de crédito são consistentes. "Não acho que essa seja uma bolha do setor automotivo, assim como não é o crescimento da economia", disse. Ele lembrou que o setor vem registrando crescimentos consecutivos nos últimos seis anos. Segundo o executivo, o volume de crédito disponível do setor em fevereiro de 2008 era de R$ 65,3 bilhões, o que representa um aumento de 27,1% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já o índice de inadimplência, na mesma base de comparação, manteve-se em 3,2%. "É menos da metade da taxa de inadimplência de todos os bens de consumo, que é de 7,1%", comentou.
Schneider disse ainda que o setor está tranqüilo, uma vez que o governo garantiu que não estuda mudanças nos prazos de financiamentos. O prazo médio de financiamento hoje é de 42 meses, disse o presidente da Anfavea, acrescentando que as operações de prazo maior são residuais.
Preços
Schneider admitiu que a forte pressão dos insumos poderá ter impacto nos preços dos automóveis. O executivo evitou, porém, falar sobre de quanto poderão ser os reajustes. Ele ressaltou que produtos como alumínio, cobre e aço tiveram forte aumento nos preços neste início de ano e ilustrou que as siderúrgicas aumentaram seus preços entre 8% e 12% nos dois últimos meses. "Há uma relação direta de causa e efeito", afirmou durante entrevista coletiva à imprensa em São Paulo.
Ele lembrou, no entanto, que a competição entre as diversas marcas no mercado brasileiro atualmente é muito grande, o que pode limitar o repasse pelas montadoras. Para ilustrar, citou que há promoção de concessionárias que dão até aparelhos de televisão e um tanque de combustível aos clientes.
O presidente da Anfavea ressaltou que nos últimos 12 meses até fevereiro o preço do automóvel novo aumentou 1,82%, abaixo da inflação medida no mesmo período, de 4,61%.