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domingo, 13 de abril de 2008, 17:01 | Online
Líderes mundiais pedem urgência contra inflação de alimentos
Autoridades também prometeram medidas que fortaleçam a economia e afastem riscos no mercado de crédito
Agências internacionais
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Mais cedo, o G7 (grupo que reúne as nações mais industrializadas do mundo) - junto com o FMI, os chefes dos Bancos Centrais e ministros da Economia - endossou um plano para reformar o mercado financeiro global. Segundo o jornal, entre os 65 pontos propostos pelo documento estão o aumento do capital que os bancos precisam ter para investir no mercado de crédito e a criação de um grupo de "supervisores", com integrantes de diferentes países, para monitorar os maiores bancos internacionais.
O presidente do Bird, Robert Zoellick, foi uma das autoridades que pediu ações rápidas para conter a crise dos alimentos, que, segundo ele, já causou fome e violência em diversos países. O primeiro-ministro inglês, Gordon Brown, também se manifestou sobre o assunto e afirmou que o debate sobre a elevação dos preços deve ser prioridade em todas as nações. Brown disse ainda que irá discutir a inflação dos alimentos durante o encontro do G7 (grupo que reúne as nações mais industrializadas do mundo).
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, advertiu, no entanto, que os governos precisam "resistir à tentação" de adotar controles de preços e subsídios ao consumo que, no geral, "não são eficientes para proteger grupos vulneráveis" e que provavelmente piorariam a situação.
O presidente do Bird afirmou que a comunidade internacional precisa "colocar o nosso dinheiro onde estão as nossas bocas" e agir com o objetivo de ajudar as pessoas que passam fome. A prioridade imediata, segundo Zoellick, é levantar US$ 500 milhões para cobrir um buraco no Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas.
As preocupações com a elevação dos preços dos alimentos tornaram-se o centro das atenções após senadores do Haiti tirarem o primeiro-ministro do posto, no sábado, 12, depois de uma semana de distúrbios motivados exatamente pela alta nos preços dos alimentos. Um soldado nigeriano da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) foi morto a tiros no sábado, em Porto Príncipe, durante as violentas manifestações. No Egito e nas Filipinas também foram registrados distúrbios relacionados à alta no preço da comida.
O novo diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, também convocou os governos dos países membros para enfrentar o desafio da elevação dos custos dos alimentos. "Se os preços da comida continuarem como estão, as conseqüências serão terríveis em muitos países, não só nos da África", advertiu.
"Muitos governos bem-sucedidos nos últimos cinco anos verão destruído o seu trabalho", afirmou Strauss-Kahn. Países dependentes de importação terão grandes problemas em suas contas externas e o empobrecimento causará instabilidade social e graves conseqüências políticas, disse.
(com Agência Estado)
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