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domingo, 13 de abril de 2008, 19:05 | Online

Álcool brasileiro tem menos impacto em alimentos, diz Bird

Presidente do banco destaca relação entre biocombustíveis feitos a partir de alimentos e a alta dos preços

Nalu Fernandes, da Agência Estado

WASHINGTON - O presidente do Banco Mundial (Bird), Robert Zoellick, falou nesse domingo, 13, sobre estudos que mostram a eficiência do biocombustível produzido a partir da cana-de-açúcar e dos benefícios em termos de emissão de gases de efeito estufa. O executivo destacou, no entanto, que existe claramente uma ligação entre a produção de biocombustíveis a partir de alimentos e os preços mais elevados destes produtos. As declarações foram feitas durante entrevista coletiva concedida após o encontro do Comitê de Desenvolvimento do Banco Mundial.

 

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No comunicado após o encontro do Comitê, a avaliação é de que os preços mais elevados de commodities estão afetando os países de formas diferentes, e que países mais pobres serão atingidos severamente por preços elevados de alimentos e energia. O Bird, diz o comunicado, lançou o "New Deal para Política de Alimentos Global" para lidar com necessidades imediatas da crise "daqueles que passam fome". Os ministros do Comitê de Desenvolvimento endossaram o programa, e pediram aos países doadores do Bird o preenchimento da lacuna de US$ 500 milhões identificada no Programa Mundial.

Zoellick citou o Brasil para ilustrar que há países em desenvolvimento contribuindo para o Programa Mundial de Alimentos. A resposta dos países deve ser conhecida até maio. "O Brasil aumentou a contribuição para o programa de alimentos, eles fizeram contribuição especial para o Haiti, onde também estão liderando a missão de segurança da ONU (Organização das Nações Unidas)", disse na entrevista coletiva.
 

O presidente do Bird também citou a segunda geração de biocombustíveis desenvolvidos a partir de celulose. "Inúmeras pessoas (ministros membros do Comitê) destacaram isso, pois pode ser uma forma de evitar parte dos custos sem usar a produção de alimentos", afirmou.

 

Zoellick destacou o programa "Solução de Um Por Cento" para a África. Segundo este programa, a alocação de 1% dos ativos dos fundos soberanos de riqueza (SWF, na sigla em inglês) para investimentos poderia gerar US$ 30 bilhões para investimento no crescimento africano, desenvolvimento e oportunidade. O Bird está em discussões com os fundos soberanos sobre o assunto.


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