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terça-feira, 29 de abril de 2008, 16:33 | Online
Reajuste dos combustíveis pode não chegar aos postos
Desde 2002, o preço cobrado na bomba é livre e vale a livre concorrência
Cláudia Ribeiro, do estadao.com.br
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O coordenador da Pesquisa de Preços da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Márcio Nakane, explica que o reajuste a ser decidido pelo governo valerá para as refinarias. A expectativa é que este aumento seja de 5%.
A partir daí, o reajuste será repassado para o consumidor. Na avaliação de Nakane, é possível que a concorrência entre os postos evite uma alta para o consumidor. "Mas, caso ocorra e se confirme o reajuste de 5%, o preço na bomba deve subir entre 2,5% e 3%", afirma o coordenador da Fipe.
Nakane afirma ainda que, mesmo que o aumento chegue à bomba, ninguém sabe quando isso deve acontecer. "Ninguém vai ficar armazenando gasolina. Portanto, não há nada a fazer".
Ele já calcula o impacto na inflação, caso o preço da gasolina aumente 5% nas refinarias. "A inflação anual deve ter um aumento de 0,08 pontos porcentuais. A previsão da Fipe é que o IPC de 2008 fique em 4,10%. Com o reajuste da gasolina, iria para 4,18%", informa.
Nakane explica que este é apenas o impacto direto do reajuste da gasolina. "Mas toda a cadeia de custos sente este aumento. Neste sentido, não dá ainda para prever", diz.
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