terça-feira, 3 de junho de 2008, 17:44 | Online

Petrobras e Vale levam Bovespa a maior queda em um mês

Bolsa de São Paulo cai 2,62%, pressionada pela queda nos preços das commodities e mercados de NY

Claudia Violante, da Agência Estado

SÃO PAULO - Pelo segundo dia consecutivo, a Bolsa de Valores de São Paulo encerrou a sessão em queda. As declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) sobre o dólar levaram os investidores a se desfazerem de commodities. E não bastasse este efeito sobre as ações domésticas, principalmente as blue chips Vale e Petrobras, os investidores estrangeiros atuaram firme na ponta vendedora, espalhando a realização de lucros por todos os segmentos. As bolsas norte-americanas, que deram algum suporte até o início da tarde, inverteram o rumo e também contribuíram para a queda doméstica.

 

A Bovespa encerrou a sessão em queda de 2,62%, a maior desde 29 de abril (-2,82%), aos 70.011,9 pontos. Ao longo do dia, o índice oscilou entre a mínima de 69.602 pontos (-3,19%) e a máxima de 72.019 pontos (+0,17%). Nas duas sessões deste mês, a Bovespa amarga perdas de 3,55%. No ano, no entanto, ainda há ganhos acumulados, de 9,59%. O volume financeiro negociado totalizou R$ 6,565 bilhões (preliminar).

 

Nos Estados Unidos, o Dow Jones fechou em baixa de 0,81%, aos 12.402,8 pontos, o S&P recuou 0,58% e o Nasdaq teve retração de 0,44%. Os bancos e financeiras pressionaram negativamente as Bolsas lá, com destaque para as perdas das ações do Lehman Brothers. Segundo o Wall Street Journal desta terça, o banco está prestes a divulgar sua primeira perda trimestral desde que abriu capital e tentará fazer uma captação de recursos que poderá ficar em torno de US$ 4 bilhões.

 

Ao longo da manhã, os investidores em NY haviam conseguido se equilibrar no terreno positivo com a ajuda do dado de encomendas à indústria muito melhor do que as projeções e com o prejuízo abaixo do esperado pela construtora de casas luxuosas Toll Brothers no segundo trimestre fiscal.

 

A queda do petróleo e dos metais também foi um fator a aliviar as pressões negativas sobre as bolsas norte-americanas, embora tenha pesado sobre a Bovespa. As commodities foram afetadas pelas declarações de Ben Bernanke de que o Fed vai centrar esforços para garantir que o dólar permaneça "forte e estável". O dólar subiu no exterior e puxou os preços do petróleo e de alguns contratos de metais para baixo. O contrato do petróleo para julho recuou 2,7%, para US$ 124,31. Os metais, mais uma vez, não fecharam num único sentido.

 

Por aqui, o dólar reduziu a queda exibida desde a abertura, pressionado por zeragens de vendas intraday estimuladas pela inversão para queda das bolsas norte-americanas. No fechamento, a moeda norte-americana caiu 0,18%, a R$ 1,629


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