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quarta-feira, 18 de junho de 2008, 08:22 | Online
Número recorde de empresas prevê melhora na produção
FGV aponta que 56% das companhias pretendem expandir sua capacidade em 2008; a maior freqüência da série
ALESSANDRA SARAIVA - Agencia Estado
De acordo com análise da FGV, esta opção de resposta vem sendo apontada com maior freqüência nos anos em que a indústria também prevê maiores taxas de investimento na expansão da capacidade produtiva - o que foi registrado em pesquisa realizada pela FGV no primeiro bimestre deste ano. "O resultado de agora sinaliza, portanto, a sustentação das intenções de realização de investimento ao longo de 2008", esclarece a fundação, em comunicado.
Segundo a FGV, o segundo motivo para a realização de investimentos em 2008 apontado entre as empresas entrevistadas foi o aumento da eficiência produtiva, lembrada por 28% das empresas - o mais baixo porcentual desde 2005 (26%). Também foi citada como motivo de realização de investimentos a substituição de máquinas e/ou equipamentos, lembrada como principal objetivo por 11% das empresas (sendo que esse porcentual era de 16% em igual período em 2007).
A fundação esclareceu ainda que a proporção de empresas que dizem estar sem programa de investimentos atingiu o patamar mais baixo da série: 5% do total. Esse levantamento é feito com regularidade pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que realiza um "corte" especial nos dados da Sondagem da Indústria, sobre um tema específico. As entrevistas ocorreram entre 3 de abril e 30 de maio deste ano.
Demanda
A maioria das empresas não teme esgotamento da capacidade devido ao atual cenário de forte demanda interna, segundo a pesquisa. De acordo com o levantamento, 73% do total das pesquisadas não acreditam em esgotamento da capacidade. Já 27% delas citaram a possibilidade de não atender a todas as encomendas.
Ao detalhar as respostas das companhias que temem esgotamento da capacidade produtiva, a FGV esclareceu que, das empresas que vislumbram alguma possibilidade de não conseguir atender a todos os pedidos, 87% afirmam que o esgotamento se daria nos próximos 12 meses. "Entre as que não se preocupam com esta possibilidade, 56% afirmam que isso não ocorrerá porque elas estão investindo (ou investirão) na ampliação da capacidade produtiva", informou a fundação.
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Indústria,
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