segunda-feira, 30 de junho de 2008, 10:43 | Online
Setor público tem superávit nominal até maio pela 1ª vez
Economia do governo supera despesas com juros e País tem saldo positivo de R$ 3,919 bilhões no período
Reuters e Agência Estado
Esse desempenho positivo permitiu a redução da dívida líquida para o menor patamar desde 1998, de R$ 1,168 trilhão em maio. O valor equivale a 40,8% do PIB e é inferior ao registrado em abril quando a proporção estava em 41% do PIB (R$ 1,153 trilhão). Em dezembro de 2007, o indicador estava em 42,7% (R$ 1,150 trilhão).
Em maio, o superávit primário do setor público foi de R$ 13,207 bilhões, com destaque para os saldos positivos dos governos estaduais e das empresas estatais federais. Segundo Lopes, o superávit dos Estados - de R$ 3,535 bilhões em maio -, é o maior da série iniciada em 1991. Na sua avaliação esse desempenho favorável das contas dos estados refletiu a arrecadação forte do ICMS, devido ao crescimento da atividade econômica e também a maiores transferências do governo federal para os governos estaduais.
No caso das companhias federais, que tiveram superávit de R$ 4,419 bilhões, Altamir ressaltou que elas não vinham apresentando bom desempenho até abril, devido ao pagamento de dividendos e também a royalties. O resultado em maio também foi o melhor para o mês.
As despesas com juros nominais somaram R$ 16,173 bilhões, sendo R$ 10,397 bilhões de responsabilidade do governo central. Feito o pagamento dos juros, o mês passado terminou com déficit nominal de R$ 2,966 bilhões. Em abril, houve superávit nominal de R$ 3,842 bilhões. Em maio de 2007, houve déficit nominal de R$ 7,452 bilhões.
Acumulado
Em 12 meses encerrados em maio, o superávit primário ficou em patamar equivalente a 4,34% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 4,25% do PIB em 12 meses até abril. A meta fiscal do governo para o ano é de 4,3% do PIB.
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