sexta-feira, 4 de julho de 2008, 09:51 | Online
Príncipe de Mônaco dá palavra final, e Cacciola será extraditado
Só faltava a decisão de Albert II; previsão é de que ex-banqueiro seja transferido para o Brasil nos próximos dias
Andrei Netto, de O Estado de S. Paulo

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"O diretor-geral de Justiça de Mônaco (cargo equivalente ao de ministro da Justiça), Philippe Narmino, informou ao ministro Tarso Genro que ainda hoje comunicará o governo brasileiro oficialmente, por via diplomática. Ele solicitou ainda informações sobre como se dará o retorno de Cacciola ao Brasil", afirmou o ministério em nota.
A decisão do príncipe Albert II é a palavra final do governo monegasco e homologa a decisão que havia sido tomada pelo Tribunal de Apelações de Mônaco em abril, também confirmada pelo Tribunal de Revisão do Principado na semana passada.
O próximo passo do governo brasileiro é organizar a transferência de Cacciola para o Brasil, o que pode acontecer a partir no prazo máximo de cinco dias. Para realizar a extradição, o governo brasileiro deve pedir auxílio da Interpol.
O secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Jr. também confirmou ao Estado a informação e brincou com a situação: "O príncipe de Mônaco destronou o rei da impunidade", disse eufórico, referindo-se a Cacciola.
Entenda
Foragido desde 2000, Cacciola foi preso pela polícia de Mônaco em setembro do ano passado. A instituição financeira quebrou em meio à maxidesvalorização do real, em 1999, uma vez que, ao contrário da maioria do mercado, o Marka contraiu altas dívidas em dólar. Há três anos, o ex-banqueiro foi condenado a 13 anos de prisão por crimes de peculato (utilização do cargo exercido para apropriação ilegal de dinheiro) e gestão fraudulenta.
Durante aquele período, o Banco Central socorreu o Marka e o FonteCindam com R$ 1,6 bilhão. O BC justificou a medida como necessária para evitar o que classificou de risco sistêmico para o mercado financeiro do País.
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