sábado, 5 de julho de 2008, 15:09 | Online
Câmara argentina aprova alta da taxa sobre exportações agrícolas
WALTER BIANCHI - REUTERS
BUENOS AIRES - A Câmara dos Deputados da
Argentina aprovou neste sábado uma lei que apoia a controversa
alta das taxas de exportação de soja que a presidente Cristina
Krichner impôs em março sob forte oposição do setor agrícola do
país.
A lei, que ainda precisa da aprovação do Senado, passou por 128 votos a 122 na Câmara, após 17 horas de debate.
Esperando acabar com a crise política, Cristina pediu para que o Congresso votasse sobre a taxa de exportação que seu governo colocou em vigência em março e que aumentou a arrecadação nas exportações de soja --principal produto do país.
Agricultores revoltados pediram para que o governo desistisse da medida. Antes da votação, agricultores ameaçaram lançar uma nova rodada de protestos caso a lei fosse aprovada.
Os agricultores realizaram uma série de protestos nos últimos três meses e meio, em oposição à medida, alimentando a alta dos preços globais da soja e interrompendo as exportações do país, um dos maiores fornecedores de soja, milho, trigo e carne do mundo.
O conflito acendeu a maior crise no país em seis anos e atingiu a popularidade de Cristina Kirchner em um momento em que muitas economias latino-americanas estão crescendo graças as exportações de produtos agrícolas e de recursos naturais.
Cristina usou uma ordem executiva para implementar o imposto. Mas após meses de tensões políticas, ela buscou mais apoio no Congresso, onde o partido de situação Peronista detém maioria.
A lei, que ainda precisa da aprovação do Senado, passou por 128 votos a 122 na Câmara, após 17 horas de debate.
Esperando acabar com a crise política, Cristina pediu para que o Congresso votasse sobre a taxa de exportação que seu governo colocou em vigência em março e que aumentou a arrecadação nas exportações de soja --principal produto do país.
Agricultores revoltados pediram para que o governo desistisse da medida. Antes da votação, agricultores ameaçaram lançar uma nova rodada de protestos caso a lei fosse aprovada.
Os agricultores realizaram uma série de protestos nos últimos três meses e meio, em oposição à medida, alimentando a alta dos preços globais da soja e interrompendo as exportações do país, um dos maiores fornecedores de soja, milho, trigo e carne do mundo.
O conflito acendeu a maior crise no país em seis anos e atingiu a popularidade de Cristina Kirchner em um momento em que muitas economias latino-americanas estão crescendo graças as exportações de produtos agrícolas e de recursos naturais.
Cristina usou uma ordem executiva para implementar o imposto. Mas após meses de tensões políticas, ela buscou mais apoio no Congresso, onde o partido de situação Peronista detém maioria.
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