quarta-feira, 23 de julho de 2008, 20:07 | Online
CNA: nova proposta americana mostra avanço na OMC
FABÍOLA SALVADOR - Agencia Estado
BRASÍLIA - A decisão dos Estados Unidos de adotar um teto de subsídios por produto é necessária para evitar que os recursos não destinados a uma determinada cultura sejam deslocados para outra atividade. A avaliação é do assessor técnico da Comissão Nacional de Comércio Exterior da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Matheus Zanella, que acompanha as negociações da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Genebra, na Suíça. A posição do governo americano foi anunciada hoje, segundo Zanella, durante a reunião. As informações são da assessoria de imprensa da CNA.
Para ele, esta condição oferecida no terceiro dia de negociações pela representante do Comércio dos Estados Unidos, Susan Schwab, é importante por representar avanços em torno de um acordo para a liberalização do comércio multilateral. "Nos dois primeiros dias houve pouca disposição para negociar. Todos chegaram pedindo demais e cedendo pouco", afirmou.
Na avaliação do assessor técnico, no entanto, é preciso buscar mais avanços nesta rodada de debates. Segundo ele, países como Brasil e Argentina, além da União Européia e o G-33, formado por países importadores de produtos agrícolas como China e Índia, devem "dar o próximo passo" e fazer concessões para que as negociações não estacionem. No caso brasileiro, a principal resistência é quanto ao Acesso a Mercados para Produtos Não-Agrícolas (NAMA, na sigla em inglês), que consiste em reduções tarifárias para produtos industriais importados.
Para ele, esta condição oferecida no terceiro dia de negociações pela representante do Comércio dos Estados Unidos, Susan Schwab, é importante por representar avanços em torno de um acordo para a liberalização do comércio multilateral. "Nos dois primeiros dias houve pouca disposição para negociar. Todos chegaram pedindo demais e cedendo pouco", afirmou.
Na avaliação do assessor técnico, no entanto, é preciso buscar mais avanços nesta rodada de debates. Segundo ele, países como Brasil e Argentina, além da União Européia e o G-33, formado por países importadores de produtos agrícolas como China e Índia, devem "dar o próximo passo" e fazer concessões para que as negociações não estacionem. No caso brasileiro, a principal resistência é quanto ao Acesso a Mercados para Produtos Não-Agrícolas (NAMA, na sigla em inglês), que consiste em reduções tarifárias para produtos industriais importados.
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