sexta-feira, 25 de julho de 2008, 11:27 | Online
Contra inflação, governo anuncia corte de R$ 3 bi em gastos
Ministro do Planejamento reforça que foi uma determinação de Lula a elevação do juro para reduzir consumo
por Luciano Coelho, especial para o Estado de S. Paulo
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O ministro ainda revelou que deve haver um aumento no superávit primário em torno de R$ 14,2 bilhões, além do corte nos orçamentos dos órgãos estatais. "Foi uma determinação do presidente Lula que determinou esta articulação para elevar as taxas de juros para reduzir o consumo para um controle mais rápido da contenção da inflação", comentou Paulo Bernardo pouco antes de iniciar a reunião do Governadores do Nordeste.
Segundo ele, a expectativa é que as medidas sejam logo implementadas e que haja a redução dos índices inflacionários, dentro de um menor ritmo de crescimento. "Estão sendo adotadas políticas para obter os resultados. Nossa perspectiva é ter a meta até 2010 no crescimento. O objetivo é chegar a uma situação satisfatória. "Mas não podemos crescer tão rápido como crescemos nos últimos doze meses. Por isso, estamos adotando medidas conta o consumo", assinalou.
Por outro lado, o Governo Federal tenta preservar os investimentos que estão sendo feitos no Brasil pelo capital estrangeiro. "Apesar das medidas de combate à inflação, não queremos que o investidor estrangeiro deixe de investir aqui. Se fizer isso, vai perder com isso". Paulo Bernardo frisou que vai haver uma redução no crescimento, mas precisa continuar o incentivo à produção, principalmente de alimentos.
O ministro da Articulação Institucional, José Múcio Monteiro, confirmou as medidas e disse que o Fundo Soberano estão dentre as medidas para conter a inflação. "Vamos ter que tomar medidas antipáticas como a elevação de juros para conter a inflação. Mas frisamos que a inflação não é nacional, é mundial", finalizou.
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