segunda-feira, 25 de agosto de 2008, 08:20 | Online

Inflação menor ajuda confiança do consumidor em agosto

Índice da FGV aumenta 6,2% entre julho e agosto, com melhora da avaliação sobre as situações atual e futura

Reuters

SÃO PAULO - A desaceleração da inflação em agosto levou ao aumento da confiança do consumidor brasileiro, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgados nesta segunda-feira, 25. O Índice de Confiança do Consumidor  (ICC) registrou um aumento de 6,2% entre julho e agosto, recuperando parte das perdas ocorridas nos últimos meses.

 

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O coordenador do Núcleo de Pesquisas e Análises Econômicas da FGV, Aloísio Campelo, explicou que as desacelerações de preços mensuradas pelos índices inflacionários em agosto conduziram a uma melhora na avaliação da situação da economia local, quesito que foi determinante para a taxa positiva do ICC no mês.

 

"Tanto as avaliações sobre a situação atual quanto as expectativas em relação aos próximos meses tornaram-se mais favoráveis", afirmou a FGV em comunicado. O índice que apura a situação atual subiu 9,3%, enquanto o índice de expectativas avançou 4,6%. Segundo a FGV, entre julho e agosto, a parcela dos que avaliam a situação econômica local como boa elevou-se de 12,0% para 13,8% do total. A proporção dos que a avaliam como ruim diminuiu de 51,0% para 40,6%.

 

"Não é um consumidor superotimista que temos em agosto, mas bem menos pessimista do que o registrado no mês passado", completou Campelo, lembrando que o índice estava com queda de 3,9% em julho. "O ICC estava em uma fase de deterioração, em meses anteriores", afirmou.

 

Na comparação com agosto do ano passado, porém, o ICC ainda registrou queda esse mês, com taxa negativa de 1%. Mas esse resultado foi melhor se comparado à queda de 5,8% apurada em julho na mesma base de comparação, "interrompendo uma seqüência de quatro meses de deterioração", informou a FGV, em comunicado.

 

Ainda segundo a fundação, na comparação com agosto do ano passado, os dois índices componentes do ICC apresentaram alta de 0,9% para o indicador de situação atual; e queda de 1,9% para o de expectativas.

 

Ao detalhar dados sobre as respostas relacionadas ao futuro, a fundação informou que houve melhora nas expectativas com relação aos próximos seis meses. A parcela dos entrevistados que esperam melhora aumentou de 21,6% para 26,6%, de julho para agosto. A dos que esperam piora reduziu-se de 21,0% para 13,8%, no mesmo período. Em agosto do ano passado, as mesmas parcelas estavam em 26,6% e 9,3%, respectivamente.

 

A sondagem de expectativas do consumidor é realizada pela FGV com base numa amostra de mais de 2 mil residências em sete das principais capitais brasileiras. A pesquisa foi feita entre 1 e 20 de agosto.

 

(com Alessandra Saraiva, da Agência Estado)


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