_Agrícola
sexta-feira, 5 de setembro de 2008, 18:51 | Online
Governo limita aquisição de trigo em 1.750 sacas por produtor
Colheita do cereal está em cerca de 30% da área semeada no PR, onde produtores estão levantando a demanda
Sandra Hahn, da Agência Estado
A colheita do cereal está em cerca de 30% da área semeada no Paraná, onde os produtores estão levantando a demanda por AGF, informou hoje o gerente técnico e econômico da Ocepar, Flávio Turra. A operação foi anunciada no fim de agosto, mas ainda falta completar as exigências burocráticas - como a classificação - para colocar em prática a venda ao governo, explicou Turra. Além do AGF, o governo também agendou o primeiro leilão de contratos de opção de venda ao Paraná para o dia 11 de setembro. O exercício da opção começa em março de 2009, o que representa um problema para o produtor que tem dívidas vencendo na entrada da safra. "Se for antecipado o exercício, o mecanismo deve ter maior adesão", avaliou o gerente sênior da ADM Carsten Wegener.
José Maria disse que, se o governo tiver interesse, pode antecipar o exercício das opções para janeiro ou fevereiro. Turra avaliou que o produtor deverá optar por uma composição entre os dois instrumentos, de acordo com sua necessidade e com o limite de uso do AGF. As medidas anunciadas pelo governo e o preço elevado do trigo no começo do ano estimularam o plantio da safra 2008/09, avaliou José Maria. Conforme o diretor de comercialização, a área desta safra é a terceira maior desde 1990. Ele lembrou que o governo anunciou a meta de apoiar até 350 mil toneladas com AGF, 500 mil t em contratos de opção e 850 mil t com Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) e Prêmio Equalizador pago ao Produtor Rural (Pepro).
O cenário de comercialização do trigo foi discutido hoje em seminário na 31ª Exposição Internacional de Animais, Máquinas, Implementos e Produtos Agropecuários (Expointer), em Esteio. Ao abordar os principais problemas à expansão do trigo no Brasil, Turra pediu uma tarifa compensatória à farinha e pré-mistura da Argentina, uma reiterada queixa do setor produtivo e da indústria, além de garantia de preço, desenvolvimento de variedades resistentes à geada e incentivo ao escoamento. A cadeia tritícola terá reunião com representantes do transporte marítimo no dia 16 de setembro em Brasília para discutir outro problema recorrente do setor: o custo e as restrições à navegação de cabotagem (costeira), usada no escoamento da produção da Região Sul para os demais Estados consumidores.
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