_Agrícola

segunda-feira, 22 de setembro de 2008, 20:54 | Online

Goiaba produzida em espaldeira rende mais

Fruticultor de Jundiaí consegue colheita de melhor qualidade, com preços melhores e ainda economiza mão-de-obra

Rose Mary de Souza - O Estado de S.Paulo

 - Há 15 meses o fruticultor Antonio Roberto Losqui, de Jundiaí (SP), plantou 350 mudas de goiabeira em espaldeira. As plantas produziram tão bem que o produtor já reservou mais 300 mudas para ampliar o pomar nesse sistema. Apesar da precocidade pelo pouco tempo de plantio, dos galhos delicados e do porte pequeno, em torno de 1 metro de altura, as plantas estão carregadas de frutos.

"A técnica de cultivo em espaldeira é conhecida, mas pouco empregada em algumas espécies de frutas", explica. O cultivo mais comum neste sistema é o de uvas, que também são produzidas por Losqui. Tanto as videiras quanto as goiabeiras são amparadas por arames esticados e suspensos por mourões.

Para a goiaba, o espaçamento adotado é de 6 metros entre plantas por 3 metros entre linhas. Outro detalhe é que cada pé deve ficar com dois galhos principais. A variedade mais indicada é a tailandesa. A muda é clonada, ou seja, multiplicada de uma mesma matriz.

"Nós acompanhamos o crescimento fazendo a poda, eliminando o ?ladrão? e facilitando a entrada de luz e ar na planta", explica. Com a poda eficiente após a colheita e raleio de frutinhos, conta o produtor, é possível dispor de goiaba praticamente o ano inteiro. O fruticultor estima uma colheita anual de 200 quilos/pé quando a goiabeira alcançar maturidade.

Para manter os galhos suspensos e permitir que eles continuem na direção certa, Losqui faz uma amarração com palha de milho verde. Segundo ele, a palha é flexível e sobrevive o tempo suficiente para o galho se acostumar na posição. "Com o tempo a palha fica velha e cai." Poda, irrigação e ensacamento dos frutos são necessários, assim como no cultivo convencional.

O fruticultor diz que o custo de instalação do pomar é o mesmo do convencional. Mas o resultado final é superior, garante. Além disso, há menos uso de mão-de-obra. "Plantio, pulverização, colheita, limpeza do terreno, tudo é feito com um trator."

Segundo Losqui, antes ele contratava dez empregados. Com as frutas em espaldeira são suficientes três. "Com o salário de um ano de um empregado eu pago a prestação mensal de um trator", diz. "A concorrência é grande e é preciso se diferenciar", diz.

Informações: Antonio Losqui, tel. (0--11) 9989-5154




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