quarta-feira, 1 de outubro de 2008, 09:09 | Online
Lula reúne coordenação política pela 1º vez após início da crise
Presidente vem acompanhando a crise com 'apreensão', mas busca demonstrar que Brasil 'não será vítima'
Rosana de Cassia, de O Estado de S. Paulo
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A cronologia da crise financeira
Desde o início da crise, Lula diz que acompanha a crise com "apreensão", mas busca demonstrar que o Brasil "não será vítima", como das outras vezes. Na última terça, ele afirmou que sua expectativa é de que Congresso americano aprove o pacote de US$ 700 bilhões de ajuda ao setor financeiro. O Senado dos EUA votará o plano nesta noite, com mais chances de aprovação do que na Câmara, que rejeitou o pacote na última segunda.
"Torço para que o governo, o Congresso, os empresários e o povo americano encontrem logo uma saída e não permitam que a eleição atrapalhe as decisões para que a crise não aprofunde os problemas em outros países", declarou. "Ao mesmo tempo, quero o bem do povo americano. Ninguém merece uma crise. São mais de 340 mil famílias que perderam suas casas nos EUA", completou.
Lula também declarou que o governo brasileiro está consciente do que está acontecendo e da gravidade da crise. Ele relatou que vem conversando com Mantega, e com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e que tem feito reuniões sistemáticas com a equipe econômica. "Nós estamos tranqüilos que vamos tocar o barco do jeito que a gente está tocando. Afinal de contas, o Brasil não vai jogar fora esta oportunidade", afirmou na última segunda.
No programa Café com o Presidente desta semana, Lula criticou o que chamou de falta de ética em Wall Street e acusou os bancos de transformarem o mercado financeiro em um cassino. E voltou a afirmar que o Brasil está preparado para a crise.