terça-feira, 7 de outubro de 2008, | Online
Mantega: crise talvez seja a mais forte desde 1929
FABIO GRANER - Agencia Estado
BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, em sua apresentação no Conselho Político, nesta tarde, destacou que a atual crise financeira internacional talvez seja a mais forte desde 1929. Segundo slides distribuídos pelo ministério da Fazenda, Mantega ressaltou que a atual crise supera as do México, da Ásia e da Rússia nos anos 90, que foram classificadas de "periféricas". De acordo com ele, a atual turbulência tem epicentro nos países avançados e atinge em maior ou menor medida a todos os países e mercados.
Para o ministro, a crise global atinge mais os países avançados que crescem mais lentamente, têm um menor potencial de mercado, fundamentos econômicos menos sólidos e que estão com as instituições financeiras fragilizadas. De outro lado, a crise atinge em menor grau os países emergentes "dinâmicos", que crescem a taxas maiores, têm um grande mercado interno potencial, fundamentos mais sólidos, mais reservas e instituições financeiras com menor exposição a ativos podres e subprime (crédito de alto risco).
O ministro explicou que a crise teve uma primeira fase que durou de agosto de 2007 a agosto de 2008, que, embora grave, teve pouco impacto na economia brasileira e cuja maior preocupação era o choque de commodities (matérias-primas). De setembro a outubro, Mantega destacou que houve um aprofundamento da crise com aparecimento de ativos podres e com a crise de solvência se tornando uma crise de confiança, o que gerou um "travamento do mercado de crédito".
Para Mantega, a fase aguda da crise que o mundo está vivendo é passageira e a tendência é de que ela seja equacionada com os pacotes de socorro nos Estados Unidos e na Europa. Mas esta nova fase ocorrerá com restrição de crédito, desalavancagem (redução do endividamento em relação ao patrimônio das empresas) e juros mais altos. Mantega prevê também uma desaceleração do crescimento econômico mundial.
Em relação ao pacote americano, o ministro afirmou que a medida tem eficácia, mas não resolve a crise. Além disso, o pacote requer tempo para ser implementado e possui indefinições, como o preço e o formato da compra dos ativos problemáticos. Mantega afirmou ainda que o pacote não elimina a desaceleração da economia mundial e lembrou que ainda falta um pacote europeu.
Para o ministro, a crise global atinge mais os países avançados que crescem mais lentamente, têm um menor potencial de mercado, fundamentos econômicos menos sólidos e que estão com as instituições financeiras fragilizadas. De outro lado, a crise atinge em menor grau os países emergentes "dinâmicos", que crescem a taxas maiores, têm um grande mercado interno potencial, fundamentos mais sólidos, mais reservas e instituições financeiras com menor exposição a ativos podres e subprime (crédito de alto risco).
O ministro explicou que a crise teve uma primeira fase que durou de agosto de 2007 a agosto de 2008, que, embora grave, teve pouco impacto na economia brasileira e cuja maior preocupação era o choque de commodities (matérias-primas). De setembro a outubro, Mantega destacou que houve um aprofundamento da crise com aparecimento de ativos podres e com a crise de solvência se tornando uma crise de confiança, o que gerou um "travamento do mercado de crédito".
Para Mantega, a fase aguda da crise que o mundo está vivendo é passageira e a tendência é de que ela seja equacionada com os pacotes de socorro nos Estados Unidos e na Europa. Mas esta nova fase ocorrerá com restrição de crédito, desalavancagem (redução do endividamento em relação ao patrimônio das empresas) e juros mais altos. Mantega prevê também uma desaceleração do crescimento econômico mundial.
Em relação ao pacote americano, o ministro afirmou que a medida tem eficácia, mas não resolve a crise. Além disso, o pacote requer tempo para ser implementado e possui indefinições, como o preço e o formato da compra dos ativos problemáticos. Mantega afirmou ainda que o pacote não elimina a desaceleração da economia mundial e lembrou que ainda falta um pacote europeu.
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