terça-feira, 7 de outubro de 2008, 05:55 | Online

Após alta, bolsas européias oscilam; Japão fecha em baixa

Mercados apostam em ação emergencial dos principais bancos centrais do mundo para a redução dos juros

Agência Estado

LONDRES - As bolsas européias operam em alta nesta manhã de terça-feira, mas o setor bancário, de maneira geral, recua. Os principais mercados da Ásia também apresentaram resultados mistos após um dia de fortes perdas em todo mundo em meio à extensão da crise financeira internacional e dúvidas sobre a capacidade dos governos em contorná-la. No Japão, o índice Nikkei caiu mais de 5% nos primeiros 30 minutos do pregão desta terça e fechou com perdas de 3,03%. Os investidores apostam agora em uma ação emergencial dos principais bancos centrais do mundo para a redução dos juros.

 

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Às 7h55 (de Brasília), o índice FT-100, da bolsa de Londres, avançava 0,42%, enquanto o Dax, em Frankfurt, subia 0,61%, e o CAC-40, em Paris, ganhava 1,20%. Na segunda-feira, a bolsa de Paris registrou a maior queda de sua história ao despencar 9,04%.

 

A ação coordenada dos Bcs, porém, já encontra resistência. O presidente do Banco do Japão (BoJ), Masaaki Shirakawa, disse que as instituições devem fazer política monetária de acordo com as respectivas condições locais. Nesta terça, os membros do conselho de política monetária do BoJ decidiram por unanimidade manter em 0,5% a taxa básica de juros do país. Já o BC da Austrália reduziu sua taxa básica em 1 ponto porcentual, para 6%; enquanto o BC da Indonésia elevou a taxa em 0,25 ponto porcentual, para 9,5% ao ano.

 

Na Europa, a maior pressão está em Londres, onde as ações do Royal Bank of Scotland (RBS) chegavam a ceder mais de 21% às 7h40 (de Brasília). Barclays caía 11% e Lloyds, 13%. Os três reagiam à notícia de que teriam se reunido com o Tesouro britânico para discutir uma possível injeção de capital do governo nessas instituições.

 

O executivo-chefe do RBS, Fred Goodwin, teria dito, segundo reportagens, que um anúncio sobre uma nova decisão do governo a respeito disso é esperado para breve. O executivo-chefe do Barclays, John Varley, por sua vez, negou o conteúdo das notícias. "O Barclays não pediu capital do governo nem tem razão para fazê-lo", disse ele, o que fez com que as ações do banco saíssem das mínimas intraday.

 

O Lloyds, por sua vez, reiterou que está em busca de meios para levantar fundos e elevar seus quocientes de capital. "Estamos tomando e vamos tomar uma série de ações para levar nossos índices de capital para um patamar que queremos. Vamos examinar as oportunidades à medida que elas se apresentam", disse um porta-voz do banco à agência Dow Jones.

 

Fora de Londres, as ações do setor bancário também recuavam. Na Alemanha, o Deutsche Bank também foi alvo de rumores de que estaria planejando aumentar capital, negados depois pela própria instituição financeira. Suas ações chegaram a cair mais de 10%, mas às 7h50 perdiam 5,2%. Commerzbank registrava perda mais acentuada, de 11%. Na Bélgica, Dexia caía 7%, enquanto o Unicredit caía 5,4% na Itália. As informações são da Dow Jones e do Financial Times.

 

A bolsa de valores de Nova York fechou na segunda-feira com o nível mais baixo em pontos em quatro anos. O índice Dow Jones terminou o dia com queda de 3,58%, na marca dos 9.955,50 pontos - a mais baixa desde outubro de 2004. O Nasdaq recuou 4,34%. Por aqui, os negócios na Bovespa foram interrompidos duas vezes durante as primeiras horas de pregão, depois de o Ibovespa registrar queda de mais de 10%. No fim do dia houve uma recuperação, e o índice encerrou o dia com perdas de 5,43%.

 

Ásia

 

Na Coréia do Sul, a bolsa abriu em queda de 1,3%, mas se recuperou, fechando os negócios em alta de 0,78%, segundo a BBC. A bolsa de Taiwan, que começou a operar com baixa de 2,78%, conseguiu se reerguer e terminou o pregão com ganhos de 0,34%. Já a bolsa de Hong Kong, que fechou a segunda-feira com queda de 5%, ficou fechada por causa de um feriado.

 

(com BBC Brasil)


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