terça-feira, 7 de outubro de 2008, 18:35 | Online
Nova queda forte faz Bovespa acumular baixa de 19% no mês
ALUÍSIO ALVES - REUTERS
SÃO PAULO - Desesperado com a perspectiva cada vez mais forte de que o prolongamento da crise financeira está conduzindo o mundo para uma recessão profunda, os investidores voltaram a vender ações na Bolsa de Valores de São Paulo, que cravou a quarta sessão seguida de forte queda.
O Ibovespa naufragou 4,66 por cento, para 40.139 pontos, atingindo o menor nível de fechamento em quase dois anos. Só em outubro, o índice já acumula desvalorização de 19 por cento.
O giro financeiro, sob patrocínio de uma sessão volátil na primeira parte do dia, somou 5,27 bilhões de reais.
O dia foi marcado por tentativas fracassadas de autoridades monetárias no mundo inteiro de estancar a crise de confiança dos investidores, adotando medidas para dar alguma liquidez às operações de crédito.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve criou um veículo para comprar commercial papers de empresas. A Austrália reduziu sua taxa básica de juros. A Grã-Bretanha prometeu para quarta-feira o anúncio de um plano para dar liquidez à economia. Por aqui, o Banco Central retomou os leilões de swap cambial para atender a forte demanda por dólares.
Em vão. Os investidores seguiram vendendo ações, receosos de que bancos tragam mais novidades negativas, depois que o Bank of America reportou lucro trimestral abaixo das expectativas e que ações de instituições européias, como o HBOS, registrassem quedas de cerca de 40 por cento.
"As notícias boas são ofuscadas por negativas", disse Bruno Lembi, sócio da M2 Investimentos.
À tarde, o clima azedou de vez quando foi divulgada a ata da última reunião do Fomc. Nela, o colegiado do Fed mostrou-se pessimista com os efeitos da crise financeira sobre a economia do país e considerou até a possibilidade de cortes de juro.
O documento alinhava-se com o conteúdo de um comunicado emitido pelo Fundo Monetário Internacional, que elevou para 1,4 trilhão de dólares os prejuízos relacionados à crise financeira, além de prever impactos para a economia.
Com tom bem mais direto, os bancos seguiram dando o recado: em 2009 vai haver recessão global. Como desdobramento desse processo, o PIB brasileiro do próximo ano vai crescer menos no ano que vem, estimou o UBS, em relatório.
Refletindo essa perspectiva tenebrosa, as commodities tiveram outro dia de baixas acentuadas, movimento que se refletiu sobre empresas domésticas ligadas a metais e energia.
A Companhia Siderúrgica Nacional puxou a fila, desabando 7,9 por cento, para 30,11 reais, seguida por Gerdau, com um mergulho de 8,5 por cento, a 16,20 reais.
Em outra frente, indicativos que a epidemia de crise financeira pode estar sobrevoando o Brasil, a agência de classificação de risco Fitch reduziu a perspectiva de rating de 5 bancos brasileiros de médio porte, de positiva para estável. Na terça-feira, o mesmo tinha sido feito pela Standard & Poor's para dois bancos.
QUEDA RECORDE
Em Wall Street, o índice Dow Jones afundou 5,1 por cento, emendando a pior sequência da história em cinco dias.
Por aqui, desde o final de maio, quando atingiu suas máxima históricas, o valor de mercado das empresas negociadas na Bovespa já caiu mais de 55 por cento em dólar.
O Ibovespa naufragou 4,66 por cento, para 40.139 pontos, atingindo o menor nível de fechamento em quase dois anos. Só em outubro, o índice já acumula desvalorização de 19 por cento.
O giro financeiro, sob patrocínio de uma sessão volátil na primeira parte do dia, somou 5,27 bilhões de reais.
O dia foi marcado por tentativas fracassadas de autoridades monetárias no mundo inteiro de estancar a crise de confiança dos investidores, adotando medidas para dar alguma liquidez às operações de crédito.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve criou um veículo para comprar commercial papers de empresas. A Austrália reduziu sua taxa básica de juros. A Grã-Bretanha prometeu para quarta-feira o anúncio de um plano para dar liquidez à economia. Por aqui, o Banco Central retomou os leilões de swap cambial para atender a forte demanda por dólares.
Em vão. Os investidores seguiram vendendo ações, receosos de que bancos tragam mais novidades negativas, depois que o Bank of America reportou lucro trimestral abaixo das expectativas e que ações de instituições européias, como o HBOS, registrassem quedas de cerca de 40 por cento.
"As notícias boas são ofuscadas por negativas", disse Bruno Lembi, sócio da M2 Investimentos.
À tarde, o clima azedou de vez quando foi divulgada a ata da última reunião do Fomc. Nela, o colegiado do Fed mostrou-se pessimista com os efeitos da crise financeira sobre a economia do país e considerou até a possibilidade de cortes de juro.
O documento alinhava-se com o conteúdo de um comunicado emitido pelo Fundo Monetário Internacional, que elevou para 1,4 trilhão de dólares os prejuízos relacionados à crise financeira, além de prever impactos para a economia.
Com tom bem mais direto, os bancos seguiram dando o recado: em 2009 vai haver recessão global. Como desdobramento desse processo, o PIB brasileiro do próximo ano vai crescer menos no ano que vem, estimou o UBS, em relatório.
Refletindo essa perspectiva tenebrosa, as commodities tiveram outro dia de baixas acentuadas, movimento que se refletiu sobre empresas domésticas ligadas a metais e energia.
A Companhia Siderúrgica Nacional puxou a fila, desabando 7,9 por cento, para 30,11 reais, seguida por Gerdau, com um mergulho de 8,5 por cento, a 16,20 reais.
Em outra frente, indicativos que a epidemia de crise financeira pode estar sobrevoando o Brasil, a agência de classificação de risco Fitch reduziu a perspectiva de rating de 5 bancos brasileiros de médio porte, de positiva para estável. Na terça-feira, o mesmo tinha sido feito pela Standard & Poor's para dois bancos.
QUEDA RECORDE
Em Wall Street, o índice Dow Jones afundou 5,1 por cento, emendando a pior sequência da história em cinco dias.
Por aqui, desde o final de maio, quando atingiu suas máxima históricas, o valor de mercado das empresas negociadas na Bovespa já caiu mais de 55 por cento em dólar.
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