domingo, 16 de novembro de 2008, 14:24 | Online
G-20 promete evitar novas barreiras comerciais por um ano
Compromisso foi estabelecido ao final da reunião de cúpula dos chefes de Estado e de governo em Washington
NALU FERNANDES - Agencia Estado
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De acordo com o comunicado, elaborado ao fim da reunião sobre mercado financeiro e economia mundial, o G-20 também concordou que não vai haver "imposição de novas restrições à exportação ou a implementação de medidas inconsistentes da OMC (Organização Mundial do Comércio) para estimular exportações".
O G-20, que agrega países industrializados e em desenvolvimento, responde por 90% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e agrega dois terços da população do globo. Os líderes do G-20 declararam que vão fazer um "esforço para alcançar um acordo este ano sobre as modalidades que conduzam a uma conclusão bem-sucedida para a agenda de Doha com um resultado ambicioso e equilibrado". "Concordamos que nossos países têm a maior parcela no sistema de comércio global e, então, devem fazer as contribuições positivas necessárias para alcançar tal resultado".
Resultado
Em entrevista durante a cúpula em Washington, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, avaliou que os pontos decididos pelo G-20 com relação ao comércio mundial e manifestados no comunicado seriam "uma boa deixa para o Pascal Lamy (diretor-geral da OMC) continuar com o trabalho dele em Genebra". Depois de ter reunião com a representante de Comércio dos Estados Unidos, Susan Schwab, o ministro brasileiro afirmou que "tanto o Brasil quanto os EUA ficaram satisfeitos com o (resultado final do) comunicado".
Amorim observou que Doha é importante "não só pelo que vai dar, mas pelo que pode ocorrer se a Rodada não se concluir". Esta foi a terceira reunião do G-20 em um mês, sendo que o único encontro regular foi o realizado em São Paulo no início deste mês. O encontro deste final de semana e o primeiro realizado em outubro, durante o Encontro Anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), tiveram caráter de emergência.
Amorim pondera que há preocupação "generalizada de minimizar o impacto da crise financeira sobre a economia real. E, por isso, estima que "a conclusão da Rodada de Doha é, talvez, o melhor sinal que se pode dar de que os países estão comprometidos em tomar medidas que vão no sentido contracíclico, de estimular as economias".
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