quinta-feira, 20 de novembro de 2008, 16:53 | Online
Compra da Nossa Caixa fortalece Banco do Brasil, diz Mantega
Ministro da Fazenda destaca que instituição está autorizada a fazer novas aquisições, facilitadas pela MP 443
Fabio Graner e Ricardo Leopoldo, da Agência Estado
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Segundo o ministro, a edição da Medida Provisória 443, que permite ao BB e a à Caixa Econômica Federal (CEF), adquirirem outras instituições financeiras ajudou a viabilizar a operação de compra da Nossa Caixa porque, nesse caso, não seria possível fazer troca de ações, como ocorreu na incorporação do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc).
Em entrevista coletiva em São Paulo, o presidente do Banco do Brasil, Antônio Francisco de Lima Neto, confirmou que a instituição está disposta a buscar a liderança no mercado bancário, perdida após a fusão entre o Itaú e o Unibanco, através da compra de outros bancos. "Se tivermos oportunidades, sim", declarou ele, ao ser questionado sobre essa possibilidade.
O seu comentário vai em linha com a manifestação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de que o Banco do Brasil deve ser a maior instituição financeira do País. "O presidente está certo, o BB mantém a liderança no mercado de crédito. Com a aquisição da Nossa Caixa, o Banco do Brasil reforça que está no bloco de liderança do setor."
Mantega destacou que, agora, o banco se consolida entre as 20 maiores instituições financeiras do mundo. "Com essa compra, o Banco do Brasil terá mais condições de fazer o trabalho de ser responsável por uma parte importante do crédito no Brasil." Ele afirmou também que o banco federal vai, com a operação, ter mais presença em São Paulo, já que a Nossa Caixa conta com aproximadamente 300 agências no Estado.
Além disso, Mantega afirmou que o governo vai equilibrar o jogo com os grandes bancos brasileiros do setor privado, aumentando a competição no mercado. "É importante que o BB e a Caixa Econômica Federal sejam bancos fortes e tenham poder de competição para beneficiar os correntistas", afirmou. "Nós vimos que é importante em um momento de crise ter bancos públicos fortes, porque eles não sofrem restrição de crédito. Ao contrário, podem acrescentar mais crédito e ajudar a manter o mercado mais sólido", emendou.
O ministro ressaltou que o governo pretende "continuar trabalhando com bancos públicos sólidos, elevando crédito e baixando a taxa de juros". Ele deu a entrevista ao chegar ao Ministério da Fazenda.
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