segunda-feira, 1 de dezembro de 2008, 16:12 | Online
EUA estão em recessão desde dezembro de 2007, diz instituto
Comitê é responsável por determinar quando país entra ou sai de recessões; cenário é pessimista na Europa
Agência Estado e Reuters
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De olho nos sintomas da crise econômica
"Uma recessão é um declínio significativo na atividade econômica espalhada pela economia, durando mais do que alguns meses, normalmente visível na produção, no emprego, na renda real e em outros indicadores", diz o comunicado do NBER. Ele acrescenta que "o comitê identificou dezembro de 2007 como o mês de pico, depois de determinar que o declínio subseqüente na atividade econômica era suficientemente grande para qualificar-se como uma recessão".
De acordo com o relatório, concluído na sexta-feira, mas divulgado somente nesta segunda, "o comitê vê a medição de emprego 'payroll', que se baseia em um número grande de empregadores, como a estimativa ampla de emprego mais confiável. Essa série atingiu seu pico em dezembro de 2007 e declinou em todos os meses desde então".
O órgão acrescentou que revisou dados sobre os ciclos econômicos do passado, mas nenhuma mudança foi feita depois de 1978.
Em reação ao relatório, o porta-voz da Casa Branca Tomy Fratto declarou que "como sempre dissemos, o NBER determina as datas de início e fim dos ciclos econômicos, e eles fizeram isso. Mas o que é importante é o que está sendo feito quanto a isso. As coisas mais importantes que podemos fazer pela economia neste momento são fazer os mercados financeiro e de crédito ao normal e continuar a fazer progressos no setor de moradia, e é nisso que continuaremos a focalizar. Lidar com essas áreas dará o melhor resultado para fazer a economia ao crescimento e à criação de empregos".
Cenário pessimista
O índice de atividade do setor manufatureiro dos Estados Unidos caiu em novembro para seu menor patamar desde a recessão de 1981-1982 e os gastos com construção mergulharam em outubro, mostraram dados divulgados nesta segunda-feira, aumentando os temores de um declínio econômico prolongado.
Os relatórios estimularam as expectativas de que o Federal Reserve possa cortar neste mês a taxa básica de juro dos EUA em cerca de 0,50 ponto percentual para 0,50 por cento. Esse seria o menor patamar da taxa desde meados de 1954.
Um quadro econômico igualmente pessimista surgiu na Europa, onde indústrias ao redor do continente registraram seus piores desempenhos em novembro desde que a pesquisas do setor começaram a ser realizadas há mais de 10 anos. Na China, a atividade manufatureira caiu em novembro, refletindo a queda das encomendas.
Paulson e Bernanke
O Instituto de Gestão do Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) afirmou que seu índice que mede a atividade industrial nacional dos EUA recuou para 36,2 em novembro frente os 38,9 em outubro. Foi o menor nível desde 1982 e abaixo da previsão dos economistas de 37,0 pontos.
As bolsas de valores norte-americanas aprofundaram as suas perdas após os dados, enquanto que o dólar devolvia seus ganhos frente ao euro. Os preços dos títulos do governo norte-americano saltavam com sinais de que a perspectiva econômica impulsionou a procura por ativos seguros.
O chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, irá falar ainda nesta segunda-feira, seguido do secretário do Tesouro, Henry Paulson, e investidores e analistas estão esperando que eles apontem para alguma direção da política monetária e dos programas que podem ser lançados para impulsionar o setor financeiro e a economia como um todo.
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