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sexta-feira, 17 de agosto de 2007, 16:53 | Online
Bancos estão mais preparados para enfrentar crise, diz Febraban
"A qualidade da gestão de risco das instituições evoluiu muito nos últimos anos. É pequena a chance de problemas mais graves em alguma instituição", disse o presidente da instituição
Vinícius Pinheiro, da Agência Estado
Tingas disse ainda que os principais bancos de varejo brasileiros já comunicaram que não possuem exposição ao segmento de crédito imobiliário subprime (formado por pessoas com alto risco de calote), o estopim da atual crise financeira.
A atual crise no mercado financeiro começou justamente neste segmento. As empresas hipotecárias financiaram imóveis para maus pagadores e essas carteiras de crédito foram repassadas para bancos de investimento. Com a crise do mercado imobiliário - valor dos imóveis caiu e prestações aumentaram -, a inadimplência aumentou. Ou seja, muitos fundos ficaram com papéis podres.
Segundo o economista, as condições da economia do País mudaram muito desde as últimas crises vividas pelo mercado. "A capacidade de suportar perdas é muito maior", considerou. Tingas destacou que as operações de Tesouraria dos bancos são protegidas e hoje têm um alcance mais limitado. "No passado, elas tinham uma participação muito maior nos resultados do que hoje", explicou.
Previsões
Tingas avaliou que a injeção de liquidez promovida pelo Fed - que hoje reduziu a taxa de redesconto para 5,75% - deverá reduzir a necessidade de redução das posições de investidores estrangeiros no País para cobrir posições lá fora, uma das razões para depreciação dos ativos brasileiros.
"No meio da escuridão, o Fed acendeu uma luz com a medida", comparou. Ainda segundo o economista, o atual ciclo de expansão global não chegou ao fim. No entanto, ele reconheceu que poderá haver uma redução no ritmo de crescimento, principalmente nos Estados Unidos.
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Aversão ao risco,
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