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quarta-feira, 22 de agosto de 2007, 16:25 | Online
Cenário externo contribui e dólar cai com fluxo positivo
Moeda norte-americana fecha em queda de 1,13% , cotada a R$ 2,011 ; Bovespa opera na máxima
SILVIO CASCIONE - REUTERS
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O dia a dia da crise dos mercados
Os mercados financeiros tiveram um dia de otimismo, com alta nas bolsas de valores e diminuição da percepção de risco dos países emergentes. Com a ausência de notícias negativas relevantes sobre o setor de crédito de alto risco, o mercado se apoiou em resultados corporativos fortes e na expectativa de corte do juro nos Estados Unidos.
Às 16h39, a Bolsa de Valores de São Paulo operava na máxima, com alta de 3,69%, aos 51.653 pontos.
"O mercado está mais calmo, com certeza... Largou um pouco a defensiva e está comemorando um pouco os bons resultados (das bolsas de valores)", disse Luiz Pizani, operador de câmbio da Corretora Liquidez.
Segundo o operador, a expectativa de entrada de dólares trazidos por uma empresa nacional de grande porte colaborou para a queda da moeda norte-americana. Além disso, os investidores estrangeiros, que vinham desmontando posições no mercado brasileiro para cobrir perdas no exterior, voltaram a demonstrar algum interesse pelo mercado local.
A consultoria econômica LCA, porém, revisou ligeiramente para cima as projeções para o dólar neste ano porque avalia que o volume de ingresso de investidores estrangeiros será menor no segundo semestre devido ao cenário mais cauteloso no exterior.
"O apetite dos investidores internacionais por ativos de maior risco dificilmente retornará aos níveis do primeiro semestre. Assim... o câmbio doméstico sofrerá uma revalorização apenas modesta, na esteira de uma diluição gradativa do nervosismo internacional", comentou a LCA.
Apesar da queda do dólar em meio ao fluxo cambial positivo, o Banco Central manteve-se à parte e não realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista.
Mesmo sem as compras do BC, no entanto, as reservas internacionais têm mantido o ritmo crescente nos últimos dias por causa de ajustes e do rendimento das aplicações feitas pelo Banco Central com o capital acumulado.
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