terça-feira, 5 de janeiro de 2010, 19:41 | Online
Com ajuda de Vale, Bovespa desvia de NY e fecha em alta
PAULA LAIER - REUTERS
SÃO PAULO - A bolsa de valores brasileira fechou a terça-feira no azul e com seu principal índice acima de 70 mil pontos pelo segundo pregão consecutivo, ajudado principalmente pelas ações da Vale.
Escorado por um volume firme de negócios, o Ibovespa avançou 0,28 por cento, para 70.239 pontos --renovando o pico de fechamento desde 5 de junho de 2008.
O giro financeiro do pregão contabilizou 7,11 bilhões de reais.
"Os investidores estrangeiros seguem ajustando suas carteiras e se posicionando em alguns papéis para o trimestre", observou o operador autônomo e analista gráfico na corretora Magliano, Humberto Guidi.
O sócio da MH Advisors Marcelo Chakmati chamou atenção para as ações da Vale como importante suporte para o índice brasileiro, tendo em vista as negociações sobre preços do minério de ferro com a China. A preferencial da Vale subiu 1,4 por cento, a 44,13 reais.
Em relatório reiterando a recomendação de compra para os papéis da Vale, o Deutsche Bank avaliou que a companhia está em uma posição muito positiva de negociação em razão da baixa taxa de frete (para o minério) projetada para 2010, além de prever forte crescimento da produção de aço em 2010.
O mercado de commodities ajudou a conter a pressão negativa de Wall Street em boa parte do dia, mas o enfraquecimento das matérias-primas na parte da tarde deixou o Ibovespa mais vulnerável ao exterior.
Nos Estados Unidos, os dados divulgados nesta sessão mostraram um quadro conflitante sobre a economia. As encomendas à indústria subiram mais que o esperado em novembro, mas as vendas pendentes de moradias surpreenderam com um forte declínio.
Diante desse quadro, as principais bolsas de valores norte-americanas atravessaram o dia apáticas.
"Esses dados nos mostram que o mercado imobiliário (dos EUA) continua fundamentalmente fraco e nos lembram quão ruins seriam as coisas sem o apoio do governo", afirmou o presidente da A. Gary Shilling & Co., em New Jersey, Gary Shilling.
Outros destaques positivos no pregão paulista foram as units da empresa de logística ALL, com alta de 6,86 por cento, a 18,22 reais, e as ações da Fibria, que avançaram 3,82 por cento, para 40,80 reais.
Do lado negativo, as ações preferenciais da Petrobras recuaram 0,86 por cento, a 37,00 reais.
(Reportagem adicional de Daniela Machado)
Escorado por um volume firme de negócios, o Ibovespa avançou 0,28 por cento, para 70.239 pontos --renovando o pico de fechamento desde 5 de junho de 2008.
O giro financeiro do pregão contabilizou 7,11 bilhões de reais.
"Os investidores estrangeiros seguem ajustando suas carteiras e se posicionando em alguns papéis para o trimestre", observou o operador autônomo e analista gráfico na corretora Magliano, Humberto Guidi.
O sócio da MH Advisors Marcelo Chakmati chamou atenção para as ações da Vale como importante suporte para o índice brasileiro, tendo em vista as negociações sobre preços do minério de ferro com a China. A preferencial da Vale subiu 1,4 por cento, a 44,13 reais.
Em relatório reiterando a recomendação de compra para os papéis da Vale, o Deutsche Bank avaliou que a companhia está em uma posição muito positiva de negociação em razão da baixa taxa de frete (para o minério) projetada para 2010, além de prever forte crescimento da produção de aço em 2010.
O mercado de commodities ajudou a conter a pressão negativa de Wall Street em boa parte do dia, mas o enfraquecimento das matérias-primas na parte da tarde deixou o Ibovespa mais vulnerável ao exterior.
Nos Estados Unidos, os dados divulgados nesta sessão mostraram um quadro conflitante sobre a economia. As encomendas à indústria subiram mais que o esperado em novembro, mas as vendas pendentes de moradias surpreenderam com um forte declínio.
Diante desse quadro, as principais bolsas de valores norte-americanas atravessaram o dia apáticas.
"Esses dados nos mostram que o mercado imobiliário (dos EUA) continua fundamentalmente fraco e nos lembram quão ruins seriam as coisas sem o apoio do governo", afirmou o presidente da A. Gary Shilling & Co., em New Jersey, Gary Shilling.
Outros destaques positivos no pregão paulista foram as units da empresa de logística ALL, com alta de 6,86 por cento, a 18,22 reais, e as ações da Fibria, que avançaram 3,82 por cento, para 40,80 reais.
Do lado negativo, as ações preferenciais da Petrobras recuaram 0,86 por cento, a 37,00 reais.
(Reportagem adicional de Daniela Machado)
Busca
Patrocinado por:


