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quarta-feira, 12 de setembro de 2007, 09:43 | Online
PIB do segundo trimestre tem a maior alta desde 2004
Alta de 5,4% foi puxada pela indústria e vem em linha com estimativa do mercado; taxa de investimento é recorde
Jacqueline Farid e Adriana Chiarini, da Agência Estado
O coordenador de contas nacionais do IBGE, Roberto Olinto, disse que a principal diferença na conjuntura econômica entre os anos de 2004 e de 2007 é que, enquanto no primeiro o setor externo tinha uma influência positiva fundamental sobre o PIB, no segundo o principal impacto está sendo dado pelo mercado interno. Em valores, o PIB no segundo trimestre foi de R$ 630,2 bilhões. Desse total, R$ 542,7 bilhões são referentes ao valor adicionado pelos setores de indústria, serviços e agropecuária. Os outros R$ 87,5 bilhões são impostos sobre produtos.
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Setores
Entre os setores que compõem o PIB, a indústria apresentou o maior crescimento, subindo 1,3% no segundo trimestre, na comparação com o primeiro trimestre deste ano. Já o setor de serviços, que tem o maior peso no PIB, subiu 0,7%. A agropecuária mostrou crescimento de 0,6%.
O consumo das famílias aumentou 1,5% no 2º trimestre, na comparação com o trimestre anterior. Os investimentos no conceito de Formação bruto do Capital Fixo tiveram elevação de 3,2% no período e o consumo do governo, 0,2%.
As exportações de bens e serviços cresceram 0,9% e as importações de bens e serviços, 1,5%.
2º trimestre X 2º trimestre
A taxa de investimento ficou em 17,7% no segundo trimestre de 2007, a maior taxa apurada para um segundo trimestre desde 2000, quando havia chegado a 16,7%. Os técnicos do IBGE ressaltam que a comparação deste indicador só é correta quando feita com iguais períodos de anos anteriores.
A taxa de poupança (poupança bruta/PIB) chegou a 19% no segundo trimestre deste ano e é a maior desde igual período de 2004, quando foi de 20,3%.
O crescimento da indústria, também na comparação com o segundo trimestre de 2006, foi de 6,8%. O setor de serviços aumentou 4,8%, nas mesmas bases comparativas, enquanto a agropecuária variou apenas 0,2%.
O consumo das famílias mostrou aumento de 5,7% e o do governo teve alta registrada de 3,9%.
As exportações de bens e serviços aumentaram 13%. As importações, que influem no sentido de reduzir o PIB, mostraram um crescimento ainda maior, de 18%.
Semestre
No primeiro semestre do ano, o PIB do País cresceu 4,9% em relação ao mesmo período de 2006. Nesse período, a indústria cresceu 4,9%; os serviços, 4,7%; e a agropecuária, 1,4%. O consumo das famílias mostrou crescimento de 5,9% e os investimentos, no conceito de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), aumentaram 10,6%.
O consumo do governo se elevou 3,9% na mesma comparação. As exportações de bens e serviços aumentaram 9,5% e as importações, 19,3%.
No acumulado de 12 meses até junho de 2007, o crescimento foi de 4,8% em relação ao período anterior de 12 meses.
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