domingo, 14 de março de 2010, 02:34 | Online
China critica pressão contra o yuan
Desde a liberalização parcial do câmbio, o yuan teria se valorizado 21%, segundo o primeiro-ministro chinês
Efe
O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, criticou neste domingo, 14, as pressões externas para que o país revalorize sua moeda, o yuan, após as reivindicações nos últimos anos dos Estados Unidos e de países europeus.
"Nos opomos às pressões para mudar a taxa de câmbio, que é definida em função das condições econômicas do país e de sua estabilidade", ressaltou Wen ao término da sessão anual da Assembleia Nacional Popular, o Legislativo chinês.
Wen ainda argumentou que o yuan não se desvalorizou, como contam alguns analistas estrangeiros, mas aumentou seu valor frente ao dólar em 21% desde 2005, quando foi liberalizado parcialmente o câmbio entre a moeda chinesa e a americana.
Mesmo nos piores momentos da crise financeira, entre julho 2008 e fevereiro de 2009, o yuan se valorizou 14,5%, afirmou o primeiro-ministro.
"Continuaremos a reforma do sistema monetário de acordo com o mercado, mantendo um nível estável e apropriado", ressaltou o chefe do governo chinês.
Para ele, Pequim "acredita no livre-comércio" e nas negociações com outros países para desenvolver a gradual convertibilidade do yuan.
Wen destacou na entrevista coletiva que 2010 é "o ano mais difícil para a China" (disse o mesmo em 2009), e previu que o país não obterá um crescimento econômico de duplo dígito, como os registrados nos anos anteriores à crise. No ano passado, a China cresceu 8,7%.


