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segunda-feira, 1 de outubro de 2007, 15:56 | Online
Ativos de países emergentes não param de se valorizar
Apesar do medo de alguns investidores, bancos de investimento prevêem a continuidade da alta
João Caminoto, da Agência Estado
Essa performance exuberante, no entanto, está alimentando o temor entre alguns investidores de que os emergentes poderão enfrentar uma ressaca em breve, já que os mercados financeiros e a economia mundial ainda não se livraram por completo do fantasma da crise do setor subprime de hipotecas dos Estados Unidos.
Mas segundo dois grandes bancos de investimentos norte-americanos - o Merrill Lynch e o Goldman Sachs -, as bolsas de valores dos emergentes, e principalmente as dos países BRIC, apontam apenas para um direção. E é bem para o alto.
O Merrill Lynch, inclusive, recomendou a seu clientes a compra de ações dos países BRIC. "Acreditamos que o melhor potencial de alta nos mercados emergentes continua nesses países" disse a equipe de estrategistas do banco liderada pelo economista Michael Hartnett.
"Eles representam o núcleo da liderança nesse mercado positivo e o índice BRIC permite aos investidores a participarem tanto da história das commodities, cujos preços estão em alta, como da história da demanda doméstica dos mercados emergentes, que continua forte", continuou.
O analista lembrou que há riscos de baixa para as ações emergentes. Mas segundo ele, as justificativas para a expectativa de alta preponderam. Entre elas, a manutenção do apetite por ativos de maior risco e a expectativa de continuidade do forte crescimento econômico mundial. Segundo ele, os ativos dos emergentes são tão atraentes que devem criar um bolha financeira.
O banco Goldman Sachs também está otimista. "Entendemos que ter um exposição maior nas ações emergentes é uma estratégia mandatória neste exato momento", disse o economista Peter Berezin, do banco norte-americano. "A principal razão é que os lucros corporativos nos mercados emergentes têm crescido num ritmo robusto." Berezin observou que os lucros por ação emergente aumentaram em cerca de 320% entre 1999 e 2006, e mais do que dobraram desde 2004. "Olhando-se para o futuro, as ações emergentes ainda parecem atrativas", disse.
Segundo o analista, embora as expectativas do Goldman Sachs para o de crescimento do PIB dos Estados Unidos estejam sendo revisadas para baixo, as dos países BRIC estão sendo elevadas. "Num período de crescimento global em desaceleração, mudar para economias que estão acelerando é uma estratégia sensata."
Ou seja, como observou o diretor de um banco espanhol, nesse ambiente mesmo os investidores mais cautelosos, estão se rendendo aos atrativos dos ativos emergentes para não correr o risco de não participarem dessa festa de valorização, que ninguém sabe quanto tempo vai durar.
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