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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007, 14:18 | Online
Mantega garante meta fiscal e vê má vontade da oposição
REUTERS
BRASÍLIA - O governo cumprirá "rigorosamente" a
meta fiscal mesmo sem a CPMF, garantiu o ministro da Fazenda,
Guido Mantega, nesta quinta-feira, deixando para a próxima
semana o anúncio de medidas que compensarão a perda de receitas
imposta pela derrota no Congresso.
Para o ministro, uma parte da oposição simplesmente não estava disposta a prorrogar o tributo independentemente do que o governo oferecesse como acordo.
"Vamos manter a política de responsabilidade fiscal... Não haverá redução das metas fiscais do país, as metas fiscais que estão programadas para os próximos anos serão cumpridas rigorosamente", afirmou a jornalistas.
Mantega disse ainda que o governo foi "até o limite" das negociações quando colocou todos os recursos da CPMF à disposição da área de saúde.
"O que falhou é que havia um núcleo da oposição que não queria a negociação", disse. "Na última hora, mesmo fazendo todas as concessões, oferecendo todos os recursos para a saúde --que era reivindicação de todos os governadores-- não foi possível."
O fim da CPMF representa uma perda anual de cerca de 40 bilhões de reais em receitas para o governo.
DESONERAÇÃO CONGELADA
O governo também suspendeu as medidas de desoneração estudadas para o setor industrial diante da não-prorrogação da CPMF, segundo o ministro.
Ele disse ainda que o governo pretende revisar o projeto de reforma tributária e apresentá-lo ao Congresso.
"Nós retomaremos a reforma tributária... tão logo façamos essa adaptação da reforma tributária à nova realidade, ela será apresentada ao Congresso", afirmou.
Questionado, Mantega avaliou que o fim da CPMF não vai atrapalhar o grau de investimento almejado pelo país.
"Não acredito que vá afetar o investment grade uma vez que nós nos comprometemos em manter o superávit primário, mantemos as condições para o que crescimento continue em curso."
O ministro foi além. Prometeu mais crescimento, mesmo sem a CPMF.
"Eu garanto aos senhores que no ano que vem a economia brasileira cresce numa taxa maior do que está crescendo." (Reportagem de Raymond Colitt)
Para o ministro, uma parte da oposição simplesmente não estava disposta a prorrogar o tributo independentemente do que o governo oferecesse como acordo.
"Vamos manter a política de responsabilidade fiscal... Não haverá redução das metas fiscais do país, as metas fiscais que estão programadas para os próximos anos serão cumpridas rigorosamente", afirmou a jornalistas.
Mantega disse ainda que o governo foi "até o limite" das negociações quando colocou todos os recursos da CPMF à disposição da área de saúde.
"O que falhou é que havia um núcleo da oposição que não queria a negociação", disse. "Na última hora, mesmo fazendo todas as concessões, oferecendo todos os recursos para a saúde --que era reivindicação de todos os governadores-- não foi possível."
O fim da CPMF representa uma perda anual de cerca de 40 bilhões de reais em receitas para o governo.
DESONERAÇÃO CONGELADA
O governo também suspendeu as medidas de desoneração estudadas para o setor industrial diante da não-prorrogação da CPMF, segundo o ministro.
Ele disse ainda que o governo pretende revisar o projeto de reforma tributária e apresentá-lo ao Congresso.
"Nós retomaremos a reforma tributária... tão logo façamos essa adaptação da reforma tributária à nova realidade, ela será apresentada ao Congresso", afirmou.
Questionado, Mantega avaliou que o fim da CPMF não vai atrapalhar o grau de investimento almejado pelo país.
"Não acredito que vá afetar o investment grade uma vez que nós nos comprometemos em manter o superávit primário, mantemos as condições para o que crescimento continue em curso."
O ministro foi além. Prometeu mais crescimento, mesmo sem a CPMF.
"Eu garanto aos senhores que no ano que vem a economia brasileira cresce numa taxa maior do que está crescendo." (Reportagem de Raymond Colitt)
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