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terça-feira, 10 de junho de 2008, 22:15 | Online

Marcelo Djian diz que Lyon não deve mesmo levar Luxemburgo

Representante da equipe francesa no Brasil afirma que treinador palmeirense não é prioridade no clube

Cosme Rímoli - Jornal da Tarde

Se for para o Lyon, Vanderlei Luxemburgo não poderá levar toda a sua comissão técnica

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Se for para o Lyon, Vanderlei Luxemburgo não poderá levar toda a sua comissão técnica

SÃO PAULO - A torcida do Palmeiras pode começar a ficar tranqüila. O ex-zagueiro Marcelo Djian, representante do Lyon (França) no Brasil e homem que negocia a possível ida de Vanderlei Luxemburgo para o heptacampeão francês, diz que a concorrência que ele enfrenta é forte demais e admite que "não entende" o motivo de a diretoria do clube ainda não ter feito uma proposta oficial ao treinador palmeirense. Marcelo torce por Luxemburgo, mas está claro que ele não é a prioridade do Lyon.

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Agência Estado -
Marcelo, por favor esclareça como está a situação entre o Luxemburgo e o Lyon.

Marcelo Djian - Vou ser bem sincero: ele é um dos treinadores que podem trabalhar no Lyon, mas enfrenta concorrência muito forte. A começar pelo Felipão. Eu liguei para o Luiz Felipe e ele disse estar muito interessado em trabalhar no Lyon. Vai ouvir a proposta depois da Eurocopa. Também existem três outros treinadores franceses, um deles é o Laurent Blanc, ex-jogador da seleção francesa. O Vanderlei é um dos nomes da lista, só isso.

AE - Como foi o contato de Luxemburgo com a diretoria do Lyon?

Marcelo - Eu o levei para jantar. O diretor esportivo Bernard Lacombe veio da França só para conversar com ele. O Vanderlei foi uma indicação minha.

AE - O que o Vanderlei ouviu?

Marcelo - Ouviu que não poderá levar toda a comissão técnica que sempre trabalha com ele. E que não será o manager que está acostumado a ser nos clubes que trabalha. Treinador na Europa tem de dar satisfações a muita gente. O organograma de trabalho é bem diferente.

AE - Ele aceitou essas condições?

Marcelo - Sim. Disse que aprendeu muito na passagem que teve no Real Madrid (Espanha), onde o então diretor técnico Arrigo Sacchi conferia a escalação do time que ele iria colocar em campo. Ele não gostava, mas aprendeu que na Europa é assim. E se disse pronto a trabalhar dessa maneira.

AE - A diretoria do Lyon levou em conta o que para aceitar sua sugestão em relação a Luxemburgo?

Marcelo - A maneira moderna com que monta as equipes. Ele é muito inteligente taticamente. A diretoria do Lyon sabe dos vários problemas que ele teve no passado, mas o que importa é o treinador. O Lyon quer ganhar de qualquer maneira a Liga dos Campeões. E tem para investir 200 milhões de euros (cerca de R$ 520 milhões) em jogadores por temporada. Só falta um treinador com competência para isso.

AE - Mas o currículo do Felipão é muito melhor internacionalmente do que o do Vanderlei.

Marcelo - Sem dúvida. Ele foi campeão do mundo e vice da Eurocopa. Mas o Vanderlei é uma ótima opção.

AE - O encontro de Lacombe e Vanderlei aconteceu há duas semanas. Não houve mais contatos?

Marcelo - Não vou mentir: não. Também não houve uma proposta financeira. Foi feita apenas uma sondagem, uma conversa para conhecer o Vanderlei. Deveria ser sigilosa, mas o próprio Lyon vazou no seu site.

AE - Publicações francesas garantem que Luxemburgo não interessa mais ao Lyon.

Marcelo - Olha, até agora o clube não desistiu de ninguém. Os jogadores vão se reapresentar no dia 30. Seria ideal já ter um treinador. Eu não sei porque o Lyon está perdendo esse tempo. Se o escolhido for o Vanderlei, eu vou como tradutor e assistente. Estou fazendo curso de treinador na França. E vai um assistente dele. Só um.

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