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domingo, 29 de junho de 2008, 17:37 | Online

Espanha derrota a Alemanha e é bicampeã da Eurocopa

Seleção espanhola vence por 1 a 0, gol de Fernando Torres, e ganha novamente a Euro após 44 anos

Tercio David - estadao.com.br

Jogadores da Espanha voltam a levantar a taça da Eurocopa após 44 anos de espera

Harald Schneider/EFE

Jogadores da Espanha voltam a levantar a taça da Eurocopa após 44 anos de espera

SÃO PAULO - A Espanha conquistou neste domingo um dos títulos mais importantes do seu futebol. A seleção derrotou a Alemanha por 1 a 0, no Estádio Ernest Happel, em Viena (Áustria), e garantiu o bicampeonato da Eurocopa, mais importante conquista desde a melha de ouro nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992.

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De quebra, a seleção espanhola, que já havia sido campeã em 1964, mantém uma invencibilidade que já dura 22 jogos, o que aumenta ainda mais o otimismo da torcida para a Copa de 2010, uma vez que a maioria de destes jogadores deve estar no próximo Mundial.

Para a tricampeã Alemanha (1972, 1980 e 1996) fica a amargura de conquistar o seu quarto vice-campeonato no torneio.

DOMÍNIO ESPANHOL
Depois de sofrer com a forte marcação alemã no meio-de-campo no começo do jogo, a Espanha se soltou, avançando sempre em velocidade e pelos lados do campo.

E foi numa destas jogadas pelos lados do campo que a Espanha quase abriu o marcador, aos 21. Após troca de passes pela direita, Sergio Ramos levantou na pequena área e Fernando Torres cabeceou firme, no pé da trave. Na sobra, a bola saiu da área sem ninguém tocar.

Jogando melhor, o gol da Espanha foi apenas uma questão de tempo. Aos 32, Fabregas lançou Fernando Torres pelo meio. O espanhol parecia ter perdido lance, já que Lahm havia tomado sua frente, mas o camisa 9 insistiu e ainda conseguiu tocar para tirar o goleiro da jogada e fazer 1 a 0.
 Alemanha 0
Lehmann; Friedrich, Mertesacker, Metzelder e Lahm (Jansen); Frings, Hitzlsperger (Kuranyi     ), Schweinsteiger e Ballack     ; Podolski e Klose (Mario Gomes).
Técnico: Joachim Low
 Espanha 1
Casillas     ; Sergio Ramos, Puyol, Marchena e Capdevila; Marcos Senna, Iniesta, Xavi, Fabregas, David Silva (Carzola) e Fernando Torres      (Guiza).
Técnico: Luis Aragonés
Gols: Fernando Torres, aos 32 minutos do primeiro tempo.
Árbitro: Roberto Rosetti (ITA)
Renda: Não disponível
Público: Não disponível
Estádio: Ernest Happel, em Viena (Áustria)

Após o gol espanhol, o jogo ficou mais tenso no primeiro tempo. A Alemanha, até então tranqüila, resolveu ir ao ataque, apostando sempre no jogo aéreo. A Espanha, por sua vez, passou a valorizar mais a posse da bola, na tentativa de impedir a sobrecarga em sua defesa.

No segundo tempo, a Alemanha melhorou muito e voltou a ser o tradicional time brigador. Enquanto isso, a Espanha abriu mão da postura mais ofensiva do primeiro tempo e passou apenas a chutar eventualmente ao gol alemão.

Numa destas poucas chances, a Espanha chegou perto de ampliar aos 23. Depois de uma cobrança de escanteio rápida, Iniesta invadiu a área e bateu no canto. Frings salvou a Alemanha em cima da linha, com Lehmann já batido.

Com o passar do tempo, a Alemanha deu mostras de cansaço e com isto a Espanha ficou cada vez mais perto de marcar o gol derradeiro, que não saiu. Até mesmo o volante hispano brasileiro Marcos Senna quase fez, após ajeitada de cabeça de Guiza, que deixou o ex-corintiano livre na pequena área. Mas ele não conseguiu fazer o desvio para o gol vazio.

Mesmo sem marcar o segundo gol, a Espanha mostrou maturidade no final da partida para conter a sempre guerreira Alemanha, trazendo aos espanhóis a certeza de finalmente ter acabado com a sina de sempre morrer na praia em eventos importantes.

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