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quinta-feira, 20 de novembro de 2008, 23:07 | Online

Por Libertadores, Luxemburgo pede trégua à torcida

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - O técnico Vanderlei Luxemburgo disse que esta semana foi "a mais conturbada" de toda a sua vida. O treinador foi alvo de protestos da Mancha Alviverde, teve uma fratura no cotovelo direito e viu as chances de título brasileiro do Palmeiras irem pelo ralo após derrotas para Grêmio e Flamengo.



"Mas tenho forças para continuar lutando por um segundo objetivo: a vaga na Libertadores", disse nesta quinta-feira, ainda de tipóia no braço direito. Ele propôs uma trégua momentânea à Mancha e à Turma do Amendoim neste domingo, no jogo com o Ipatinga, no Palestra.



"Quero que aqueles que foram (protestar) no aeroporto se unam e apóiem o time agora. Não adianta discutir quem está certo ou errado. O importante é a vaga na Libertadores. E quem virar as costas estará traindo o time do coração".



A trégua é emergencial porque o time está fora da zona de classificação para a principal competição sul-americana. "O Palmeiras me contratou porque sou vencedor, assim como os jogadores que estão aqui", disse Luxemburgo. "Foi por isso que fiz hoje (quinta) uma reunião com eles. É preciso atingir esse objetivo".



Luxemburgo reafirmou que não desistirá do processo contra os membros da Mancha, a quem acusa de agressão durante embarque para o Rio de Janeiro, sexta-feira, em Congonhas. Ele já identificou três deles para o Ministério Público, que investiga o caso. A Mancha sustenta que foi o técnico quem começou a confusão, argumento que o revolta.



"Os 20 ou 30 caras estavam ali fazendo o quê? Vendo avião subir e descer? Tentam transformar vítima em agressor. Mas se nego vem me dar porrada, vou dar também! Não nasci pra apanhar, nasci pra ser técnico. Não quero me sentir cachorrinho, tomando chicotada e pau".

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