Basquete

quarta-feira, 15 de agosto de 2007, 19:53 | Online

Seleção de basquete terá nutricionista para ajudar 'gordinhas'

Técnico Paulo Bassul está preocupado com os quilos a mais de algumas jogadoras de seu grupo

Valéria Zukeran, do Estadão

SÃO PAULO - A seleção brasileira feminina de basquete também tem seus ‘Ronaldos’. Assim como o centroavante tirou o sono do técnico Carlos Alberto Parreira com seu excesso de peso na Copa do Mundo, no ano passado, Paulo Bassul está preocupado com os quilos a mais de algumas jogadoras de seu grupo que se preparam desde segunda-feira em São Paulo para o Pré-Olímpico de Valdívia, no Chile, entre os dias 26 e 30 de setembro.


"Não quero falar em nomes no momento porque o trabalho está no início e quero ver como as jogadoras vão reagir aos primeiros dias de treino, mas duas ou três se apresentaram bem fora do peso", admitiu Bassul, que assumiu a seleção logo após o Pan.


Segundo o treinador, a situação prejudica sua proposta de montar uma equipe agressiva ofensivamente, pois isso exige um grupo de atletas em boa condição física. "A atleta fica um pouco mais limitada taticamente quando está fora do peso", explica o técnico. Desta forma, quem não está em dia com a balança corre mais risco de corte - das 19 atletas que treinam em São Paulo, apenas 12 irão ao Chile. "Vou ter de analisar o custo-benefício."

Para facilitar o trabalho de quem precisa perder uns quilinhos, Bassul trouxe uma nutricionista para orientar as atletas. Outra nova iniciativa que o treinador pretende implementar na seleção feminina é o auxílio de uma psicóloga, que inicialmente traçaria um perfil das jogadoras para que elas sejam melhor aproveitadas.

Sem reservas

Bassul diz que seu objetivo na seleção é formar um grupo forte de 12 jogadoras. "Como gosto de equipes agressivas tanto ofensiva como defensivamente, não posso contar só com o time titular, mas com todo um grupo de atletas que quando entrem em quadra mantenham o padrão de jogo", explica.

Nas duas primeiras semanas de preparação para o Pré-Olímpico, as jogadoras vão fazer um trabalho forte em termos de força, com muita musculação e trabalho tático ofensivo. "A partir da terceira semana, o trabalho físico diminui. Aí vamos nos concentrar no sistema defensivo, além de intensificar a parte técnica.

Até o Pré-Olímpico, a seleção deverá fazer seis amistosos. "Parte serão com equipes cadete e infanto masculinas, que têm vigor físico semelhante ao das melhores equipes femininas", explica Bassul.


Tags:  seleção brasileira de basquete, Pré-olímpico de Valdivia     O que são TAGS?