Futebol

domingo, 19 de agosto de 2007, 20:48 | Online

São-paulinos não lamentam empate sem gols com o Goiás

Apesar de não conquistarem a nona vitória seguida, jogadores do São Paulo não reclamam do resultado

Rubens Santos, especial para o Estadão

GOIÂNIA - Apesar do favoritismo são-paulino, o empate sem gols com o Goiás, neste domingo, não foi motivo para lamentações profundas no vestiário. “Foi uma surpresa”, disse o lateral Jadilson. “Também ser escalado foi surpresa, e boa, mas esperava a vitória, nossa equipe buscou a vitória”, acredita ele.

 

O melhor de tudo, explicou Jadilson, é que o time manteve a invencibilidade, agora de oito jogos sem perder. “O jogo foi bom, o São Paulo criou várias oportunidades para marcar, mas faltou calma para conseguir a vitória; o resultado foi justo e nós saímos de cabeça erguida”, comentou no apito final.

 

O técnico Muricy Ramalho explicou os motivos da escalação de Jadilson, ex-lateral do Goiás. "Ele está acostumado com o campo e conhece bem o gramado do Serra Dourada. É sempre complicado jogar aqui e é importante usar bem o elenco que tenho a disposição."

 

“O time do São Paulo não está programado só para vencer”, comentou Marco Aurélio Cunha, supervisor do São Paulo. “O futebol é cíclico, o importante é, na média, a equipe estar sempre no topo. Tomara que a gente consiga manter isso”, disse.

 

“O jogo foi difícil”, avaliou Miranda, que após o jogo embarcou para a França num jatinho para se juntar à seleção brasileira. “É sempre muito difícil enfrentar o Goiás no Serra Dourada, mas a nossa equipe foi valorosa, jogou muito bem”, acredita o jogador.

 

As avaliações, como significados diferentes - tanto pessimistas quanto otimistas, marcaram os vestiários. Para o atacante Aloísio, o São Paulo tocou bem a bola, o ataque tentou mas as linhas de zagueiras foram supremas: “Esperei por um segundo tempo melhor, que eu pudesse agüentar”, disse ele.

 

Para o goleiro Rogério Ceni, que não passou momentos de maior perigo, a história do jogo se resume ao empate: “Não conseguimos os três pontos, mas também não perdemos o jogo”, disse. “Tivemos uma chance boa no final do primeiro tempo mas o jogo foi muito truncado”, disse o goleiro, que no intervalo do jogo saiu reclamando da arbitragem.

 

Goiás também comemora empate

 

“Na verdade, eles tinham 74% de aproveitamento fora de casas e nós também, mas no Serra Dourada, a nossa casa, então o resultado foi justo”, disse Harlei, o goleiro do Goiás. “O que aconteceu? Nós paramos a máquina”, disse Chiquinho, do Goiás, ao entender que o empate significou a quebra da hegemonia das vitórias são-paulinas.

 

“O mais importante foi que conseguimos o empate e, na próxima rodada, vamos jogar em casa enquanto os demais, os adversários mais próximos na tabela, jogam fora de casa”, avaliou Alex Já o meia Paulo Baier entendeu que o empate simples não mostra o real valor do jogo, difícil, tático: “Eles (São Paulo) têm um time compacto, com jogadores de alto nível, um bom treinador”, comentou. “No geral, as maiores oportunidades foram deles e o que faz diferença no São Paulo é o conjunto que tem”, disse.

 

Nas arquibancadas, e entre o público de 30.110 pagantes quer deixou uma renda de R$ 480.080,00 as emoções tentaram mudar o ritmo do jogo. Houve até quem chorasse de emoção: “Parecia que o meu coração sairia pela boca”, disse a atriz Karina Bacchi, que encontrou os jogadores durante a viagem aérea e que assistiu ao jogo das numeradas. “O São Paulo é o meu time do coração, pela primeira vez estou num estádio”, acrescentou.


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