Basquete

quarta-feira, 22 de agosto de 2007, 18:13 | Online

Renovado, basquete feminino disputará vaga na Olimpíada

Sem Janeth, time busca uma nova identidade nos treinos preparatórios para a competição

Erica Akie, do Jornal da Tarde

SÃO PAULO - Enquanto a seleção brasileira masculina de basquete tenta se recolocar entre as potências mundiais ao brigar por uma vaga no Pré-Olímpico de Las Vegas, o basquete feminino começa uma nova fase.

Sem Janeth, a principal estrela do time que ficou com a prata no Pan do Rio, nem o técnico Antônio Carlos Barbosa, cabe a Paulo Bassul a missão de levar a seleção aos Jogos Olímpicos de Pequim, no ano que vem. A equipe está treinando em São Paulo para o Pré-Olímpico de Valdívia, no Chile, que será realizado no mês que vem e dará apenas uma vaga para a Olimpíada.

A tarefa é árdua, já que as favoritas são as norte-americanas. Bassul sabe que, além das adversárias, o Brasil está sofrendo um processo de renovação. Apesar de tantos obstáculos, o brasiliense encara com otimismo a jornada. "A gente não escolhe os desafios. Estamos pensando na vaga olímpica - teremos duas oportunidades.

A caminhada é difícil não só pelo nível dos outros adversários, mas pelo nosso processo de renovação natural. Temos jogadoras muito boas, mas que precisam ser bem trabalhadas até chegarmos na Olimpíada", analisa o novo técnico.

A outra chance de a seleção conseguir uma vaga é no Torneio Pré-Olímpico Mundial. O segundo, terceiro e quarto colocados no torneio realizado no Chile disputarão essa outra competição. Desses confrontos entre seleções do mundo todo, classificam-se as últimas cinco equipes para os Jogos de Pequim.

Bassul foi assistente de Barbosa na seleção de 1999 a 2004, após a Olimpíada de Atenas. Não gosta de fazer comparações com o antigo treinador. "Estou evitando fazer comparações, não acho legal. Posso falar como será o meu trabalho. Minha prioridade é fazer com que a defesa seja muito forte e depois trabalhemos com velocidade o conjunto."

O técnico fez questão de avisar também que pode dar oportunidades a jogadoras que não estão no grupo atual. "Não quero só um grupo maduro ou jovem; não tenho essa de escolher jogadora pela idade. Joga quem estiver melhor. Todas as posições devem ter brigas boas até os Jogos Olímpicos."

O novo técnico surgiu precocemente na função. "Eu jogava basquete e gostava muito. Mas gostava tanto que decidi parar de maltratar o esporte. Eu sabia que não iria longe como atleta e me dediquei à carreira de técnico desde muito cedo. Aos 16 (anos) eu treinava meninas em um clube de Brasília, onde nasci. Com 18, comandava o time da cidade. Foi ali que a Maria Helena me viu e me chamou para trabalhar com ela no BCN/Osasco. Depois, o processo foi natural, até eu chegar aqui."

No Pré-Olímpico do Chile, o Brasil está no Grupo A e terá como adversários na primeira fase Argentina (dia 26), Chile (27) e México (28).

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