Futebol
sábado, 8 de setembro de 2007, 18:02 | Online
São Paulo quebra invencibilidade do Vasco em casa
Time tricolor ganha por 2 a 0 e põe fim à marca de 22 partidas sem derrota vascaína em São Januário
Com a vitória, a 16.ª neste campeonato, o São Paulo chegou a 54 pontos, manteve a sua invencibilidade de 13 jogos no Brasileirão. De quebra, o time chegou a marca de 9 partidas sem sofrer gols.
Já o Vasco, que não perdia em São Januário há 22 jogos, fica com 39 pontos e corre o sério risco de deixar o grupo dos quatro primeiros, que se classificam para a Copa Libertadores do ano que vem. No entanto, o time carioca ainda tem um jogo a menos com relação a maioria dos adversários.
No próximo sábado, o São Paulo encara o clássico contra o Santos, no Morumbi, pelo Brasileirão. No dia seguinte, o Vasco também tem um clássico pela frente, diante do Flamengo, no Maracanã.
Mas antes, na quarta-feira, pela Copa Sul-Americana, o Vasco enfrenta o Atlético Paranaense, novamente em São Januário. Outra coincidência, o arbitro deste jogo será Carlos Eugênio Simon.
A trave salva o São Paulo duas vezes
O primeiro tempo foi de muita marcação dos dois times e coube ao Vasco tomar a iniciativa da maioria das jogadas de ataque, quase sempre pela esquerda, com o lateral Rubens Júnior.
Foi deste lado que começou a jogada que acabou no chute de Amaral, que pegou uma sobra de primeira, de fora da área, que acertou o travessão de Rogério Ceni, aos 25.
Rubens Júnior também foi fundamental para o segundo lance perigoso do Vasco no primeiro tempo. Aos 30, ele recebeu na intermediaria, avançou e, mesmo pressionado por três são-paulinos, chutou no canto. O gol só não saiu por que Rogério Ceni fez boa defesa.
A torcida do Vasco ficou com o grito de gol entalado na garganta mais uma vez aos 41. Após jogada ensaiada num escanteio, Conca levantou - agora da direita - para Júlio Santos desviar de cabeça e acerta novamente a trave de Rogério Ceni.
Despertador no intervalo
No intervalo, o técnico Muricy Ramalho parece ter conseguido acordar o São Paulo. Tanto que o time melhorou e conseguiu, finalmente, fazer uma boa jogada. Aos 13, Dagoberto recebeu na área e ajeitou para a batida de Jorge Wagner, que passou rente à trave de Silvio Luiz.
| Vasco | 0 |
| Silvio Luiz; Wagner Diniz, Vilson , Júlio Santos e Rubens Júnior; Amaral , Andrade, Conca e Marcelinho (Leandro Bonfim); Leandro Amaral e Alan Kardec (Abuda) | |
| Técnico: Celso Roth | |
| São Paulo | 2 |
| Rogério Ceni; André Dias (Jadílson), Breno e Miranda; Souza, Hernanes, Richarlyson , Leandro (Hugo) e Jorge Wagner; Dagoberto (Diego Tardelli) e Aloísio | |
| Técnico: Muricy Ramalho | |
| Gols: Dagoberto, aos 35, e Hernanes, aos 49 minutos do segundo tempo. Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS) Renda: Não Disponível Público: Não disponível Estádio: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ) | |
Se o time do São Paulo acordou como um todo, quem parece ter despertado mais alerta foi Dagoberto.
Aos 16, o atacante recebeu fora da área, fez o giro em cima de Rubens Júnior e bateu cruzado, sem chance para Silvio Luiz, para praticamente decidir o jogo.
O mesmo Dagoberto ainda teve uma grande chance de ampliar o placar. Aos 35, o já cansado atacante são-paulino recebeu livre na intermediaria, avançou e bateu fraco para a defesa de Silvio Luiz.
Mostra da fase em que se encontra o São Paulo, foi o gol de Hernanes. Aos 49, ele recebeu na frente abriu o lance para chute, bateu, a bola desviou em dois vascaínos e tirou Silvio Luiz completamente da jogada.
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