Sexta-feira, 15 de agosto de 2008, 02:29 | Online


Norte-americana leva ouro no individual geral; Jade é 10.ª

EUA quebram a hegemonia chinesa e brasileira melhora seu desempenho como relação às eliminatórias

Pritha Sarkar - Reuters

Jade durante sua apresentação no solo

Jonne Roriz/AE

Jade durante sua apresentação no solo

PEQUIM - A norte-americana Nastia Liukin quebrou a hegemonia que a ginástica artística chinesa vem mostrando nesta Olimpíada ao ganhar no individual geral nesta sexta-feira e conquistar o ouro reservado à atleta mais completa desse esporte. Pelo Brasil, Jade Barbosa terminou em 10.° lugar, e Ana Cláudia Silva, em 22.º.



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A garota de 18 anos mostrou grandes performances nos quatro aparelhos para ficar com o título, somando 63.325 pontos, no rastro de suas compatriotas Mary Lou Retton, campeã em Los Angeles-1984, e Carly Patterson, em Atenas-2004.

Liukin foi campeã com apenas 0.6 a mais do que sua compatriota Shawn Johnson, atual detentora do título mundial. A chinesa Yang Yilin foi bronze.

A vitória de Liukin quebrou os 100% de sucesso que a ginástica chinesa estava alcançando em Pequim, com os títulos por equipes no feminino e no masculino, mais o título masculino no geral individual com Yang Wei.

BRASIL
Uma queda ainda no início da apresentação no solo e outra ao término do salto sobre a mesa tiraram da brasileira Jade Barbosa a possibilidade de uma colocação melhor na final individual geral da ginástica artística. Jade terminou com 59.550 pontos. Ana Cláudia Silva (veja abaixo como foi o desempenho dela no salto), a outra representante brasileira na final, também teve uma falha nas barras paralelas assimétricas e fez com 56.875 pontos. Mesmo assim, as brasileiras evoluíram: Jade havia se classificado para a final em 12.º lugar, enquanto Ana Paula entrou como 24.º




Após conquistar o 10.° lugar, Jade comentou o resultado. "Hoje eu tentei arriscar mais e deu certo", declarou à TV Globo. Para a brasileira, não há nada que se compare a uma disputa olímpica. "O que eu senti ali dentro não tem igual, não vou sentir nunca mais".

Jade ainda falou que seu desempenho na trave foi melhor nesta sexta do que nas eliminatórias. "A trave é um aparelho difícil, você pode treinar muito e errar na hora", assinalou.

Segundo ela, todos atletas precisam abrir mão de muita coisa para disputar os Jogos Olímpicos. "Mas eu acho que tudo isso vale a pena para estar aqui hoje".


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