Sábado, 16 de agosto de 2008, 06:13 | Online
Liukin, nova rainha da ginástica, será a próxima 'Mary Lou'?
PRITHA SARKAR - REUTERS
PEQUIM - Como a nova rainha da ginástica, após
conquistar o título no geral individual desta Olimpíada, a
norte-americana Nastia Liukin agora pode se aposentar aos 18
anos, colocar seus pezinhos para cima e só esperar o dinheiro
começar a entrar no bolso. Será?
Liukin abriu seu caminho no coração dos norte-americanos ao igualar o feito de suas compatriotas Mary Lou Retton e Carly Patterson, ginastas que levaram o país a garantir a coroa de atleta mais completa do esporte em uma Olimpíada.
Por mais de duas décadas, Retton -- a campeã em 1984 -- foi o parâmetro para as meninas que entravam no esporte com a esperança de um dia vir a ser outra "Mary Lou".
Na sexta-feira, Liukin não apenas garantiu a marca de seus pés na calçada da fama da ginástica, como também proporcionou aos homens de marketing dos Estados Unidos um novo produto dos sonhos.
A performance acrobática de Liukin valeu 63.325 para os juízes e, para ela, possivelmente milhões de dólares em contratos.
"Ficar ali ao lado do pódio e ouvir meu nome sendo chamado como campeã olímpica foi um sonho que se tornou realidade", disse Liukin.
Ao contrário de suas antecessoras, Liukin chegou a Pequim com, no mínimo, oito grandes patrocinadores. Mas depois do ouro, a marca Liukin provavelmente valerá muitos milhões de dólares a mais.
Se quiser dar uma espiadinha no que deverá estar à sua espera, a ginasta de 18 anos já pode olhar muito além de Retton.
"Cada vez que saio de casa, as pessoas estão vindo falar comigo", contou Retton. "Vêm falar do que lembram, pedir um autógrafo ou uma foto. É bem legal." Graças à toda exposição que ganhou há 24 anos, Mary Lou Retton, aos 40 anos, trabalha com palestras motivacionais para empresas e desfruta de uma vida milionária.
CARREIRA MUSICAL
Ao contrário de Retton, Patterson conseguiu seu ouro em solo estrangeiro, em Atenas-2004, e seu feito não teve o mesmo impacto.
Em 2005, ela batalhou na tentativa de seguir em uma carreira musical, mas sua fita demo nunca foi lançada no mercado. Sabendo que a Olimpíada de 2008 lhe daria um pouco de espaço novamente, partiu para uma segunda tentativa na carreira de cantora.
Tanto Retton como Patterson pararam com o esporte depois de conseguirem o ouro, mas em recente entrevista à Reuters, Liukin disse não planejar "pendurar o maiô" se ganhasse o título.
"Não quero deixar de ser ginasta depois da Olimpíada. Adoraria competir até quando meu corpo me permitisse", disse Liukin.
"Muitas pessoas estão nisso por dinheiro e patrocinadores, mas não é meu caso. Para mim, essas coisas são extra."
Liukin também precisará ter na cabeça que nem toda medalhista norte-americana da ginástica é tão afortunada como Retton.
Kerri Strug tornou-se uma heroína instantânea em 1996, quando aterrizou no salto com o tornozelo torcido para dar aos Estados Unidos seu primeiro título olímpico por equipes feminino, nos Jogos de Atlanta. Também se esperava que ganhasse milhões como sua fama da noite para o dia, mas isso não aconteceu.
"Talvez uma ou duas ginastas tenham conseguido capitalizar sua experiência olímpica para estender sua carreira e tirar proveito disso", comentou Strug, que trabalha no Departamento de Justiça e no Escritório de Justiça Juvenil em Washington. "Certamente a experiência olímpica não valerá para sustentar você pela vida inteira."
Liukin abriu seu caminho no coração dos norte-americanos ao igualar o feito de suas compatriotas Mary Lou Retton e Carly Patterson, ginastas que levaram o país a garantir a coroa de atleta mais completa do esporte em uma Olimpíada.
Por mais de duas décadas, Retton -- a campeã em 1984 -- foi o parâmetro para as meninas que entravam no esporte com a esperança de um dia vir a ser outra "Mary Lou".
Na sexta-feira, Liukin não apenas garantiu a marca de seus pés na calçada da fama da ginástica, como também proporcionou aos homens de marketing dos Estados Unidos um novo produto dos sonhos.
A performance acrobática de Liukin valeu 63.325 para os juízes e, para ela, possivelmente milhões de dólares em contratos.
"Ficar ali ao lado do pódio e ouvir meu nome sendo chamado como campeã olímpica foi um sonho que se tornou realidade", disse Liukin.
Ao contrário de suas antecessoras, Liukin chegou a Pequim com, no mínimo, oito grandes patrocinadores. Mas depois do ouro, a marca Liukin provavelmente valerá muitos milhões de dólares a mais.
Se quiser dar uma espiadinha no que deverá estar à sua espera, a ginasta de 18 anos já pode olhar muito além de Retton.
"Cada vez que saio de casa, as pessoas estão vindo falar comigo", contou Retton. "Vêm falar do que lembram, pedir um autógrafo ou uma foto. É bem legal." Graças à toda exposição que ganhou há 24 anos, Mary Lou Retton, aos 40 anos, trabalha com palestras motivacionais para empresas e desfruta de uma vida milionária.
CARREIRA MUSICAL
Ao contrário de Retton, Patterson conseguiu seu ouro em solo estrangeiro, em Atenas-2004, e seu feito não teve o mesmo impacto.
Em 2005, ela batalhou na tentativa de seguir em uma carreira musical, mas sua fita demo nunca foi lançada no mercado. Sabendo que a Olimpíada de 2008 lhe daria um pouco de espaço novamente, partiu para uma segunda tentativa na carreira de cantora.
Tanto Retton como Patterson pararam com o esporte depois de conseguirem o ouro, mas em recente entrevista à Reuters, Liukin disse não planejar "pendurar o maiô" se ganhasse o título.
"Não quero deixar de ser ginasta depois da Olimpíada. Adoraria competir até quando meu corpo me permitisse", disse Liukin.
"Muitas pessoas estão nisso por dinheiro e patrocinadores, mas não é meu caso. Para mim, essas coisas são extra."
Liukin também precisará ter na cabeça que nem toda medalhista norte-americana da ginástica é tão afortunada como Retton.
Kerri Strug tornou-se uma heroína instantânea em 1996, quando aterrizou no salto com o tornozelo torcido para dar aos Estados Unidos seu primeiro título olímpico por equipes feminino, nos Jogos de Atlanta. Também se esperava que ganhasse milhões como sua fama da noite para o dia, mas isso não aconteceu.
"Talvez uma ou duas ginastas tenham conseguido capitalizar sua experiência olímpica para estender sua carreira e tirar proveito disso", comentou Strug, que trabalha no Departamento de Justiça e no Escritório de Justiça Juvenil em Washington. "Certamente a experiência olímpica não valerá para sustentar você pela vida inteira."
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OLIMP,
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