Terça-feira, 02 de dezembro de 2008, 19:00 | Online
Membro do COB pede CPI para gastos na Olimpíada
ROSA COSTA - Agencia Estado
BRASÍLIA - Em audiência pública na Comissão de Educação do Senado (CE), o integrante da Assembléia Geral do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e da Corte Arbitral do Esporte em Lausanne, na Suíça, Alberto Murray Neto, defendeu a criação de uma CPI para investigar o repasse de verbas para o esporte olímpico brasileiro.
Segundo ele, um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) indica que houve superfaturamento de até 1000% nas contas da delegação brasileira nas Olimpíadas de Pequim. Para Murray, o COB não pode continuar sendo visto como uma entidade autônoma, já que vive exclusivamente de dinheiro público. "Por isso precisa prestar contas, como requer a lei", alegou. "Tomara que a CPI diga que não tem nada de errado, mas quem não deve não teme", afirmou.
Em resposta, o presidente do comitê, Carlos Arthur Nuzman, assegurou que toda a atuação da entidade é examinada não só por órgãos do governo, como também por empresas privadas de auditoria, como a Ernest & Young e a KPMG, que avalizaram as contas apresentadas. "O COB segue todas as determinações e nenhum órgão deste País é mais fiscalizado do que ele", disse. "Se houver algum erro é humano e não de má-fé".
A ex-jogadora de vôlei da Seleção Brasileira e atual presidente do Instituto Esporte e Educação, Ana Moser, foi enfática quanto à necessidade de se dotar o País de um plano nacional para o esporte que atenda de fato o cidadão.
Segundo ele, um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) indica que houve superfaturamento de até 1000% nas contas da delegação brasileira nas Olimpíadas de Pequim. Para Murray, o COB não pode continuar sendo visto como uma entidade autônoma, já que vive exclusivamente de dinheiro público. "Por isso precisa prestar contas, como requer a lei", alegou. "Tomara que a CPI diga que não tem nada de errado, mas quem não deve não teme", afirmou.
Em resposta, o presidente do comitê, Carlos Arthur Nuzman, assegurou que toda a atuação da entidade é examinada não só por órgãos do governo, como também por empresas privadas de auditoria, como a Ernest & Young e a KPMG, que avalizaram as contas apresentadas. "O COB segue todas as determinações e nenhum órgão deste País é mais fiscalizado do que ele", disse. "Se houver algum erro é humano e não de má-fé".
A ex-jogadora de vôlei da Seleção Brasileira e atual presidente do Instituto Esporte e Educação, Ana Moser, foi enfática quanto à necessidade de se dotar o País de um plano nacional para o esporte que atenda de fato o cidadão.
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