Sexta-Feira, 26 de Outubro de 2007 | Versão Impressa
800 ônibus apodrecem em garagem de SP
Há trólebus desativados e coletivos com pendência judicial
Alexssander Soares
Os trólebus estão parados desde setembro de 2004, quando ocorreu a desativação da rede elétrica no Corredor Santo Amaro, nas Avenidas Faria Lima e Lineu de Paula Machado, na Rua Augusta e em vias da zona norte. Restaram somente 280 trólebus em funcionamento, que circulam na zona leste.
A SPTrans vai vender os ônibus parados em leilões. A autarquia, que administra o sistema de transporte, afirma que vai leiloar os veículos porque não há demanda de mais trólebus por conta da desativação de grande parte da rede elétrica aérea.
Em 2006, a Metra, que administra o corredor ABCD da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), comprou 24 trólebus desativados da SPTrans. O advogado Rafael Asquini, da ONG Respira São Paulo, diz que os trólebus, comprados por R$ 25 mil cada um, rodam em perfeito estado. "Os trólebus da SPTrans poderiam rodar mais cinco anos, com adaptações. Foram reformados em 1997, têm vida útil até 2012."
A SPTrans alega que a garagem tem papel de depositária fiel dos coletivos e nenhum ônibus tem condições de operação ou menos de dez anos de fabricação, tempo máximo de uso da frota previsto em lei municipal. O sindicato patronal das empresas de ônibus, SPUrbanuss, não comentou o caso.