Sexta-Feira, 25 de Janeiro de 2008 | Versão Impressa
Sonho: repatriar Marta e ressuscitar o basquete
Clube pretende investir alto em vários esportes
Cosme Rímoli
O plano seria conseguir um grande patrocinador para trazer a camisa 10 da seleção brasileira, corintiana assumida, e a partir desta contratação montar uma equipe que poderia jogar nas partidas preliminares do time masculino.
O presidente já avisou, também, que deseja um time forte de basquete. E o Corinthians estará de volta à modalidade em 2008. "Nós já temos o patrocínio acertado com a prefeitura de São Bernardo. Montaremos duas boas equipes, tanto no masculino como no feminino", diz o vice de esportes terrestres, Felipe Ezabella. "Estamos começando com calma, mas o nosso plano prevê que, em 2009, montaremos equipes para ganhar títulos".
Ezabella diz ainda que o Corinthians terá times fortes de futsal masculino e feminino. "Tudo isso sem colocar um tostão. Só com patrocinadores bancando", acrescenta. "E é bom falar que ainda não temos patrocínio fechado para as camisas desses times." Na avaliação do dirigente, o clube ainda não tem condições de montar equipes de vôlei. "Não dá para bancar R$ 4 milhões por ano com cada equipe de ponta", justifica. "Deixamos esse projeto para os próximos anos."
O responsável pelo vôlei corintiano seria o técnico Ricardo Navajas, que hoje dirige a seleção masculina da Venezuela. "Ele disse que, se não classificasse a Venezuela para a Olimpíada, iria trabalhar conosco", conta. "Como ele conseguiu a vaga, foi tudo adiado para agosto."
RESPONSABILIDADE SOCIAL
O clube acaba de fechar um intercâmbio com o governo de Angola. A idéia é levar jogadores para dar palestras no país africano. E trazer garotos para intercâmbio no Parque São Jorge.
Ontem, o Corinthians lançou ainda o Projeto de Ações de Responsabilidade Sociais. Associado à Cooperativa de Trabalho de Esportes Práticos, o clube colocará ex-jogadores para ensinar futebol para meninos carentes.
"Há vários ex-jogadores passando dificuldade. Essa associação vem em ótima hora", diz o ex-atleta Basílio, dirigente da cooperativa. Cerca de 50 ex-jogadores estiveram ontem no Parque São Jorge. Além do esporte, esses garotos terão direito a aprender computação.
"Não pensamos só em formar jogadores. Há muita pobreza no Brasil", reconhece Sanchez. "Queremos fazer nossa parte."