Sexta-Feira, 07 de Março de 2008 | Versão Impressa
Associações negam ter feito acordo com tráfico
Pedro Dantas e Marcelo Auler, RIO
Um das favelas mais inacessíveis do Complexo do Alemão para a polícia do Rio, a Favela da Grota também recebeu visitas dos seguranças do presidente. "Eles se identificaram como policiais federais e oficiais do Exército. Em nenhum momento perguntaram nada sobre tráfico. A opção de montar o palco fora da comunidade foi porque não há espaço dentro com capacidade para o número de pessoas", disse o presidente da Associação de Moradores da Favela da Grota, Wagner Nicácio.
Presidentes de três associações de moradores das 14 comunidades que formam o Complexo de Manguinhos, uma das mais violentas do Rio, garantiram que durante a preparação da visita não se falou sobre tráfico. Ednildo Cândido da Silva, da Associação dos Moradores do Conjunto Mandela I, Valério dos Santos, da Associação dos Moradores do Conjunto Mandela de Pedra, e Paulo Raimundo Barbosa Oliveira, da Associação dos Moradores do Parque Carlos Chagas, negaram que nos contatos com os responsáveis pela segurança tivessem ocorrido pedidos ou recomendações sobre o assunto.
Ednildo disse manter diálogo com os traficantes que atuam na sua comunidade e garantiu que não haverá problemas. "100% da comunidade quer a visita do presidente e, nos 100%, eles (os traficantes) estão incluídos. Não teremos problema e nem discutimos esta questão."