Quinta-Feira, 24 de Abril de 2008 | Versão Impressa
Executivo quer limitar compra de terras por estrangeiros
Vera Rosa
Com 17 páginas, o documento afirma que há "ocupação desenfreada" de terras por estrangeiros, "em especial no âmbito da Amazônia Legal". Cita, ainda, o parecer n.º 181 da AGU, de 1998, que atualmente orienta a compra de imóveis rurais por estrangeiros.
A cartilha critica a norma pela qual pessoa jurídica não necessita de autorização para adquirir imóveis rurais, mesmo que a sociedade inclua capital externo. "Essa situação permite a ocupação desenfreada de terras (...) por estrangeiros, mascarada legalmente, com a justificativa de serem adquiridas por empresas brasileiras", constata o texto, ressalvando que esse parecer já está sendo revisto pela AGU.
Segundo o presidente do Incra, Rolf Hackbart, a área cadastrada em nome de estrangeiros na Amazônia Legal - incluindo pessoas físicas e jurídicas - é de 3.163.356,0307 hectares.
Hackbart solicitou aos cartórios, corregedorias de Justiça e superintendências regionais do Incra uma série de informações sobre aquisição de imóveis por compradores internacionais. Pediu, ainda, a "checagem/filtragem" dos dados no Sistema Nacional de Cadastro Rural. Na lista das iniciativas tomadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário também consta o desenvolvimento do Sistema Nacional de Aquisição de Terras por Estrangeiros (Sisnate).