Terça-Feira, 29 de Abril de 2008 | Versão Impressa
''Não dá para fazer tudo em 8 anos'', diz Lula
Presidente afirma torcer por sucessor ?mais abençoado? do que ele próprio
Clarissa Oliveira e Fausto Macedo
"Ninguém consegue fazer tudo em oito, nove ou dez anos", disse o presidente, ao citar como exemplo o prefeito de Guarulhos, Elói Pietá (PT), que deixará o cargo no fim do ano. Ao lado dos ministros Márcio Fortes (Cidades), Marta Suplicy (Turismo) e Fernando Haddad (Educação), Lula lembrou que, em 1º de maio, faltarão 32 meses para o fim de seu segundo governo. "Quem vier depois de mim, eu só tenho que pedir a Deus todo dia e toda hora para que seja uma pessoa até mais abençoada do que eu, que faça mais do que eu. Que olhe para os pobres mais do que nós estamos olhando", discursou.
Sorridente o tempo todo, Lula deixou de lado o terno e a gravata. Vestindo jeans e camisa de manga curta, lembrou que "odiava política" quando vinha a Guarulhos nos anos 60 e hoje é presidente. Ele voltou a dizer que "está cheio de gente que só gosta de pobre em época de eleição". "Agora, nós já aprendemos quem é que gosta de pobre antes, durante e depois das eleições", emendou.
Antes disso, em Osasco (SP), o presidente pediu a correligionários que não associem as obras do PAC à campanha eleitoral. "Não pode ter um clima eleitoral porque daqui a pouco a Justiça eleitoral pensa que eu estou fazendo campanha", alertou Lula, ao lado de Marta e de outros pré-candidatos.
Voltando-se ao prefeito Emídio de Souza (PT), Lula acrescentou: "Eu queria, meu caro Emídio, dizer para você que está difícil lançar o PAC nesses tempos porque estamos entrando em época de campanha. A imprensa vive dizendo que o presidente está lançando o PAC em campanha política."