Quarta-Feira, 30 de Abril de 2008 | Versão Impressa
Assessor diz que recebeu lobista
Roberto Almeida
Segundo ele, o lobista entregou um CD de propaganda da empresa Progus - que estaria ligada ao esquema de fraude - com uma proposta da Citéluz, empresa prestadora de serviços de luz urbana. O material teria sido engavetado por Wellington, já que a empresa propunha implantar a gestão em cidades acima de 100 mil habitantes. "Tinha até esquecido da visita", disse o chefe de gabinete, garantindo que o deputado não foi informado da proposta e, por isso, não "tocou o projeto".
Henrique Eduardo Alves afirmou que não sabia do contato entre seu chefe de gabinete e o lobista. "Se houve o encontro foi por ordem particular", disse o deputado.
Após a reunião entre o funcionário e Moura, o relatório da Polícia Federal registra um diálogo entre o lobista e um homem identificado apenas como Parada, perguntando como fora a reunião. Moura responde que foi "muito boa".
O assessor do deputado Roberto Santiago (PV-SP) José Brito de França declarou que sua suposta ligação com o grupo para tratar de projetos com o Ministério das Cidades é "absurda". Daniel Nolasco, diretor de Produção Habitacional da Secretaria Nacional de Habitação, do Ministério das Cidades, afirma que "não conhece e nunca viu João Pedro de Moura e não pode dizer nada sobre uma pessoa que não conhece". Antonio Rosella, advogado de Paulinho da Força, avalia que o relatório da PF "é absurdo". Luiz Fernando Pacheco, defensor do empresário Manoel Bastos, o Maneco - único foragido entre os acusados da Operação Santa Tereza - pediu à Justiça reconsideração do decreto de prisão. "A empresa dele (Maneco) não recebeu nenhuma obra licitada com financiamento do BNDES", disse Pacheco.
Tales Castelo Branco, que defende Moura, informou que seu cliente só vai depor na Justiça.