Sábado, 03 de Maio de 2008 | Versão Impressa
Brasil sobe em ranking de economias digitais
Renato Cruz
O Brasil passou da 43ª posição para a 42ª, com pontuação de 5,65. O Chile, país mais bem posicionado da região, caiu de 30º para 32º. O México também perdeu duas posições, ficando em 40º lugar, e a Argentina se manteve no 44º lugar. A pesquisa acompanha 70 países, e avalia oportunidades de negócios com base em novas tecnologias.
O índice, que vai de zero a dez, tem como base cerca de 100 critérios, divididos em seis categorias: infra-estrutura de tecnologia e conectividade, ambiente de negócios, ambiente social e cultural, ambiente legal, política e visão governamentais e adoção por consumidores e empresas. O maior avanço do Brasil foi em infra-estrutura de tecnologia e conectividade, categoria em que o País apresenta a maior defasagem em relação à média mundial.
A região que mais avançou foi a Ásia. No ranking geral, Hong Kong subiu duas posições, alcançando o segundo lugar. Os Estados Unidos subiram uma, ficando em primeiro.
Apesar de o Brasil ter crescido em infra-estrutura de tecnologia e conectividade, o avanço reflete, em grande parte, uma melhora no ambiente macroeconômico do País. Segundo Gomez, houve um aumento do poder aquisitivo da classe C, refletindo o crescimento econômico, e a queda dos juros facilitou o acesso ao financiamento de equipamentos.
Outros fatores que beneficiaram a melhora do Brasil no ranking foram a queda de preços dos microcomputadores e a ampliação da banda larga. No ano passado, foram vendidos 10,7 milhões de PCs no Brasil, o que colocou o País como o quinto maior mercado do mundo, segundo a consultoria IDC. O total de acessos fixos de banda larga subiu de 5,7 milhões em 2006 para 7,5 milhões. Os acessos móveis chegaram a 602 mil.