Quinta-Feira, 31 de Julho de 2008 | Versão Impressa
Notáveis cias. no palco do Alfa
Ballet de L?Opéra de Lyon e La Maison mostram inéditas
Livia Deodato
Coincidentemente, os três grupos estrangeiros vêm da França. Elizabeth Machado, diretora superintendente do Teatro Alfa, garante que a preocupação primordial da curadoria (feita em trabalho conjunto com Fernando Guimarães, gerente de programação do espaço, e João Carlos Couto, assessor na área de dança) é a de trazer somente espetáculos e coreógrafos do mais alto nível. "No ano passado, viajamos juntos por Lyon, Montpellier, Paris, Londres - locais onde se concentra o maior número de artistas da dança, com muita qualidade. De lá, começamos a negociar para que as agendas das companhias mais interessantes bata com a agenda do Alfa", conta. E, muitas vezes, não é o que se consegue. "Há grupos que já estamos tentando trazer entre 2010 e 2011."
O Ballet de L?Opéra de Lyon, por exemplo, era para ter vindo no ano passado, mas por causa de uma antecipação na temporada do teatro que o abriga, teve de adiar para este ano a apresentação de Second Detail (1991), do coreógrafo americano William Forsythe, Symphonie de Psaumes (1978) e Bella Figura (2005), do checo Jirí Kylián. "Forsythe e Kylián são grandes nomes da dança e finalmente conseguimos negociar a vinda de suas coreografias", diz Elizabeth.
Dos espetáculos brasileiros, são novos Cruel, da Cia. de Dança Deborah Colker, e a montagem das coreografias Les Noces, Serenade e uma criação ainda sem título de Paulo Caldas, que marcam a estréia da São Paulo Companhia de Dança. O Grupo Corpo, que procura trabalhar uma nova coreografia a cada dois anos (isso significa que apenas no ano que vem eles vão estrear um espetáculo inédito), traz ao Alfa, daqui a duas semanas, dois distintos trabalhos, ao menos no que diz respeito às cores: Breu (de 2007), cuja trilha é do pernambucano Lenine, e 21 (de 1992), espetáculo que vislumbra as diversas combinações do número.
A São Paulo Companhia de Dança, nascida no dia 28 de janeiro sob polêmica dos critérios adotados para a sua criação e de recursos públicos destinados à sua manutenção anual (algo em torno de R$ 13 milhões), na verdade, vai estrear seu corpo de bailarinos nos próximos dias 8 e 9 no Teatro Mario Covas, em Caraguatatuba, com o espetáculo Polígono, dirigido pelo italiano Alessio Silvestrin sobre Oferenda Musical, BTW 1079, de Bach. Depois, segue para o Teatro Sesc de Santos, no dia 13, e para o Theatro D. Pedro II de Ribeirão Preto, nos dias 29 e 30. Chega para a aguardada estréia em São Paulo somente no dia 3 de setembro, no Teatro Sérgio Cardoso.
Serviço
Cie. DCA - Decouflé & Complices Associés ou Danse Compagnie d?Art. Teatro Alfa. Rua Bento Branco de Andrade Silva, 722. 5.ª a sáb., 21 h; dom., 18 h. R$ 40 a R$ 110